Tamanho do texto

Mensagens repassadas em redes sociais indicam possível 'retaliação' à morte de jovens em favela na zona oeste; receio fez motoristas evitarem campus

Passageiros são obrigados a seguir trajeto a pé devido à paralisação dos ônibus que operam no campus da USP nesta sexta
Reprodução/Twitter - @MaluOliveira
Passageiros são obrigados a seguir trajeto a pé devido à paralisação dos ônibus que operam no campus da USP nesta sexta

Nove linhas deônibus que operam na região do campus da Univesidade de São Paulo (USP), na zona oeste da capital paulista, alteraram os itinerários durante toda a tarde desta sexta-feira (2) devido a ameaças de ataques na região.

Em nota, a SPTrans informou à reportagem que acionou a Polícia Militar, solicitando reforço imediato de policiamento na região.

De acordo com relatos de alunos, as linhas circulares das empresas Gato Preto e Sambaíba deixaram de acessar o campus desde as 12h30 desta tarde, obrigando os passageiros a descerem dos veículos e seguirem a pé. O serviço foi normalizado por volta das 17h10, de acordo com a SPTrans.

O receio dos motoristas se deve a ameaças que surgiram nas redes sociais indicando que moradores da favela São Remo – localizada próximo ao campus da USP – estariam preparando ataques a coletivos em retaliação à morte de três jovens durante operações da Polícia Militar na comunidade.

LEIA TAMBÉM:  Grupo anti-Temer desafia proibição de Alckmin e confirma atos para domingo em SP

Na última quarta-feira (31), um ônibus já havia sido incendiado no campus da USP em represália à execução de um adolescente de 12 anos de idade. Outros dois moradores da São Remo teriam morrido na quarta-feira em operações policiais na região.

Alguns estudantes chegaram a relatar nesta sexta-feira que os portões 2 e 3 do campus Butantã haviam sido fechados, mas a direção da USP nega essa informação.

O Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) liberou seus servidores antes do fim do itinerário temendo ações violentas.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.