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Capital do Rio Grande do Sul recebeu reforço de 120 agentes para reforçar segurança na região; Estado enfrenta onda de violência após latrocínio

Estadão Conteúdo

Governador do RS, Ivo Sartori se reuniu com Michel Temer na semana passara para solicitar reforço da Força Nacional
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Governador do RS, Ivo Sartori se reuniu com Michel Temer na semana passara para solicitar reforço da Força Nacional

Os 120 agentes da Força Nacional que desembarcaram em Porto Alegre para reforçar a segurança na região metropolitana fizeram o reconhecimento da cidade na segunda-feira (29). Nesta terça-feira (30), eles iniciam o trabalho de patrulhamento ao lado de policiais militares. Os homens da Força Nacional atuarão na Operação Avante, que emprega atualmente 160 PMs na capital gaúcha.

Os agentes, que vieram do Rio de Janeiro, onde faziam o policiamento durante a Olimpíada, desembarcaram em Porto Alegre no domingo  (28), acompanhados de 30 viaturas e portando armamento como fuzis 5.56 e pistolas calibre .40.

A Força Nacional pode ficar de 30 a 90 dias no Rio Grande do Sul. Entretanto, o acordo com o governo federal pode ser prolongado, conforme necessidade.

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O envio dos soldados foi aprovado pelo presidente em exercício Michel Temer depois de pedido feito pessoalmente pelo governador do RS, José Ivo Sartori (PMDB), na sexta-feira (26). A solicitação de auxílio foi realizada após o latrocínio que culminou com a morte de Cristine Fagundes, de 44 anos, enquanto esperava o filho em frente à escola, na zona norte de Porto Alegre, na última quinta-feira (25).

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Na segunda-feira, Tiago Oliveira da Silva, de 30 anos, afirmou em depoimento à polícia que foi o responsável pelo disparo que matou Cristine. Ele disse que abordou a representante comercial com a arma engatilhada e, num movimento do carro da vítima, acabou disparando.

Silva e o comparsa Fabrício Farias, de 20 anos, estão presos. Um terceiro suspeito de participar do crime, Rafael Santa Helena, deve se apresentar à polícia nesta terça-feira.