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Empreiteiras pagavam propina para obter contratos com a Companhia de Saneameanto de Goiás (Saneago), diz MP; governo do Estado nega acusações

Mário Lúcio Avelar diz que dinheiro da Companhia de Saneamento de Goiás (Saneago)
Twitter/Reprodução
Mário Lúcio Avelar diz que dinheiro da Companhia de Saneamento de Goiás (Saneago) "era usado para bancar coquetéis"


O procurador da República Mário Lúcio Avelar afirmou nesta quarta-feira (24) que o dinheiro da Companhia de Saneamento de Goiás (Saneago) "era usado até para bancar coquetéis no Palácio das Esmeraldas", sede do Executivo estadual.

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Segundo o procurador, empreiteiras pagavam propinas para obter contratos com a Saneago . A Polícia Federal realiza nesta quarta-feira a "Operação Decantação" para desarticular uma quadrilha responsável pelo desvio de R$4,5 milhões em recursos federais por meio da companhia. 

"A má gestão ficou caracterizada pela inexecução de obras iniciadas em 2007, mas que até agora não foram concluídas", disse o procurador, que integra a força-tarefa da operação.

O presidente da Saneago, José Taveira Rocha, e o presidente estadual do PSDB, Afreni Gonçalves, foram presos pela PF nesta quarta-feira. Gonçalves é diretor de Expansão da companhia.

Em nota, o governo de Goiás informou que "está inteiramente à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos". O Estado ainda destacou que acredita na "idoneidade dos diretores e superintendentes da companhia".

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"Os procedimentos licitatórios realizados pelos órgãos, autarquias e empresas da administração estadual são pautados pela legalidade e pela transparência", diz a nota. "O Governo de Goiás acredita na idoneidade dos diretores e superintendentes da companhia e tem a plena certeza de que os fatos apresentados serão plenamente esclarecidos."

Na operação, a PF prendeu, além do presidente estadual do PSDB em Goiás, o presidente da Saneago, José Taveira Rocha
Twitter/Reprodução
Na operação, a PF prendeu, além do presidente estadual do PSDB em Goiás, o presidente da Saneago, José Taveira Rocha



Os recursos ilícitos, disse o procurador Avelar, também eram destinados ao financiamento de partidos políticos e ao pagamento de dívidas de campanha, segundo informou o jornal "O Popular".

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O procurador integra a força-tarefa da Operação Decantação, que investiga desvios de recursos públicos federais oriundos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), de financiamentos do BNDES e da Caixa.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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