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A situação ficou tensa nesta sexta-feira (19) quando os presos avistaram os soldados do Bope entrando junto com agentes penitenciários. Houve uso de armas não letais, como pistolas com balas de borracha durante motim

Os presidiários da chamada “Ala do Chapão” do presídio Francisco D’Oliveira Conde, na cidade de Rio Branco (AC), iniciaram um motim na tarde desta sexta-feira (19). O problema começou no pavilhão K e se estendeu para outras áreas.  

Ao se recusarem a voltar às celas após o banho de sol, os detentos queimaram colchões e também começaram a "bater grade", ou seja, fazer barulho com objetos de metal nas grades das celas.

A motivação do motim desta sexta-feira foi a transferência de alguns presos do presídio estadual para o federal, de segurança máxima, Antônio Amaro. Os presos que serão transferidos são apontados como lideranças de facção criminosa responsáveis pelos ataques incendiários nos últimos dois dias em todo o Acre.

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No presídio de segurança máxima, eles vão cumprir rotina dentro do Regime Disciplinar Diferenciado. Dessa forma, ficam praticamente isolados e sem contato com os subordinados fora do presídio estadual.

Corpo de Bombeiros, Samu e o Batalhão de Operações Policiais foram acionados. A situação ficou tensa quando os presos avistaram os soldados do Bope entrando junto com agentes penitenciários. Houve uso de armas não letais, como pistolas com balas de borracha.

Os familiares dos presos bloquearam a Estrada do Barro Vermelho, caminho que dá acesso ao presídio, por mais de três horas. Houve confronto entre algumas esposas de presos e militares. As mulheres só desbloquearam a via após a direção do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) negociar.

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Uma comissão formada por quatro mulheres entrou no presídio após a situação ter sido controlada. Pelo menos 50 feridos foram levados ao Pronto Socorro do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco. Uma rua nas imediações do Pronto Socorro foi isolada para que as viaturas com presos feridos chegassem com mais agilidade. Os casos menos graves estão sendo medicados no próprio presídio.

Médicos e enfermeiros foram acionados em regime de urgência para atender à demanda. As autoridades em Segurança Pública reforçam o efetivo nas ruas no fim de semana. Há possibilidade real de que os ataques coordenados por facção criminosa sejam intensificados.

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