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Decisão de juiz estende por mais 30 dias as prisões temporárias de suspeitos para a conclusão da análise dos materiais recolhidos; segundo magistrado, provas colhidas na Operação Hashtag confirmam elo com Estado Islâmico

Suspeito de planejar ataque terrorista é preso pela polícia no Aeroporto Internacional de São Paulo
Mário Ângelo/Sigmapress/Estadão Conteúdo - 21.07.16
Suspeito de planejar ataque terrorista é preso pela polícia no Aeroporto Internacional de São Paulo

A Justiça Federal prorrogou por 30 dias as prisões temporárias de 12 investigados da Operação Hashtag, que investiga a participação de brasileiros no planejamento de atos terroristas durante os Jogos Rio 2016.

Em despacho proferido nesta quinta-feira (18), o juiz federal Marcos Josegrei da Silva, da 14ª Vara Federal de Curitiba, destacou a impossibilidade de a Polícia Federal concluir a análise do material apreendido no prazo inicialmente concedido.

"A despeito dos esforços evidentes, a complexidade dos fatos em investigação e a quantidade de indivíduos envolvidos justifica a não conclusão da análise do material coletado, no prazo de 30 dias", escreveu o magistrado.

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De acordo com a Justiça Federal, ainda aguardam perícia 27 HDs, 14 telefones celulares e tablets, 15 DVDs e CDs, 12 pen drives e outros dispositivos de armazenamento de mídia digital. Segundo estimativa da Polícia Federal, há ainda relatórios de atividades em redes sociais que totalizam cerca de 4 mil páginas por investigado que estão sendo analisados pela equipe policial.

Segundo o juiz federal, o resultado da avaliação policial do material "ratificou os indícios apontados na decisão que decretou a prisão temporária dos investigados", confirmando a tese da autoridade policial de que defendiam os ideais difundidos pelo grupo extremista Estado Islâmico.

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A partir da análise de parte dos elementos coletados na primeira fase foi possível autorizar a segunda fase ostensiva da investigação, deflagrada na semana passada, com o cumprimento de duas prisões temporárias, três mandados de condução coercitiva e mandados de busca e apreensão com a identificação de novos participantes. As investigações da Operação Hashtag permanecem em segredo de Justiça.