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Grupo criminoso liderou ao menos 11 ataques durante a madrugada em Rio Branco, capital do Estado; ação seria represália após a morte de um suspeito

O governo do Acre acionou o Exército e a Polícia Federal  para se somar à Polícia Militar e à Polícia Civil no combate à facção criminosa que provocou uma noite de terror em Rio Branco, capital do Estado, na madrugada desta quarta-feira (17).

Ao todo, 11 pontos foram alvos dos criminosos. A facção conseguiu incendiar a sede do Patrimônio Histórico de Rio Branco, uma delegacia, o Clube dos Oficiais dos Bombeiros e uma colheitadeira de arroz (esta no interior, no município de Sena Madureira).

Capital do Rio Grande do Norte, Natal também vivenciou série de ataques criminosos no início deste mês
Adriano Abreu/ Estadão Conteúdo
Capital do Rio Grande do Norte, Natal também vivenciou série de ataques criminosos no início deste mês

A ordem para a sequência de atos de terror partiu de dentro do presídio estadual Francisco D'Oliveira Conde, onde um grupo criminoso regional mantém o controle de parte do tráfico e dá ordem para assassinatos no Acre.

A Polícia Civil conseguiu evitar que todo o planejamento da quadrilha tivesse sucesso porque houve monitoramento dos telefones celulares durante oito meses.

"Existe a possibilidade de transferência de presos", afirmou o secretário de Estado de Segurança Pública, Emylson Farias. "A ação integrada com forças federais será forte e dentro da lei. Acima da lei, aqui no Acre, nada é permitido e nada será permitido. A resposta será dura."

Na manhã desta quarta-feira, três pessoas envolvidas nos crimes foram presas. Foram apreendidos 115 quilos de maconha com os suspeitos.

A sequência de ações, afirma a polícia, é uma represália em decorrência da morte de um jovem que fazia parte do grupo criminoso. A morte ocorreu na tarde de terça-feira (16), após o rapaz tentar fugir durante um assalto a uma residência na periferia de Rio Branco.

Rio Grande do Norte

Os crimes em série liderados pela facção em Rio Branco ocorridos na madrugada desta quarta-feira remetem aos ataques realizados no início deste mês em Natal, no Rio Grande do Norte. Na manhã desta quarta-feira, o governador do Estado, Robinson Faria (PSD), confirmou que solicitou o reforço de cerca de 1.200 homens da Força Nacional para atuar no Estado, em substituição ao efetivo das Forças Armadas, que deve deixar o RN no dia 23. Uma das preocupações é garantir a continuidade da instalação de bloqueadores de sinal de celular nas unidades prisionais.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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