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Viatura da Força Nacional onde o agente Hélio Andrade e outros soldados estavam foi fuzilada por criminosos na última quarta-feira (10)

 Policiais fazem megaoperação para capturar os suspeitos de matar agente da Força Nacional no Rio de Janeiro
Márcio Mercante / Agência O Dia
Policiais fazem megaoperação para capturar os suspeitos de matar agente da Força Nacional no Rio de Janeiro

Policiais civis realizam nesta terça-feira (16) uma operação na comunidade da Vila do João, no Complexo da Maré, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro. Os agentes buscam prender dois suspeitos de assassinar o soldado da Força Nacional de Segurança Hélio Andrade.

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O viatura da Força Nacional onde o agente e outros soldados estavam foi fuzilado por criminosos na última quarta-feira (10), depois de entrar por engano na Vila do João. Hélio, que era da Polícia Militar de Roraima, ainda chegou a ser levado para o Hospital Salgado Filho, mas morreu no dia seguinte.

Após o ataque, os policiais identificaram dois suspeitos do crime, que tiveram prisão decretada pela Justiça. A operação é realizada pelas delegacias de homicídios da capital, da Baixada Fluminense e de Niterói e São Gonçalo, além da Coordenadoria de Recursos Especiais.

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Força Nacional assume revistas nas Olimpíadas

A revista nas entradas dos locais de competição e na Vila Olímpica dos Jogos Rio 2016 foi assumida por policiais integrantes da Força Nacional, disse o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes.

A empresa Artel Recursos Humanos, previamente contratada para prestar o serviço, desistiu do contrato, alegando estar sem dinheiro para convocar os mais de 3 mil agentes privados necessários para a realização da segurança dos jogos. 

Empresa rompe contrato e Força Nacional assume revistas nas Olimpíadas

Segundo o ministro, a empresa convocou somente 500 dos 3.000 funcionários necessários alegando "dificuldade financeira". A quebra contratual ocasionará em multas para a  empresa. "Esse abandono contratual pela empresa, que será multada e responsabilizada não só pela incompetência, mas pela irresponsabilidade", disse o ministro.

Com isso, as revistas e o monitoramento de aparelhos de raio-X são feito por policiais militares, entre eles, aposentados nos últimos cinco anos, que já estavam cadastrados no sistema do governo para caso fosse necessário. Uma medida provisória foi editada há três semanas convocando esses agentes. 

"Os Jogos Olímpicos não sofrerão nenhum prejuízo porque será uma substituição melhor, por policiais militares que se incorporarão à Força Nacional e realizarão, em conjunto, 100% da segurança dos locais olímpicos", assegurou Moraes. Ao todo, mil policiais farão as seguranças dos jogos.

O ministro ainda sugeriu ao Comitê Olímpico a revisão da necessidade de contratação de uma empresa privada para fazer a segurança das arenas.