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Ricardo Barros declarou nesta quinta-feira (11) que os brasileiros procuram menos o atendimento médico porque "trabalham mais do que as mulheres"

Ricardo Barros é casado com a vice-governadora do Estado do Paraná, Cida Borghetti e pai da deputada estadual do Paraná
Gisele Pimenta/Framephoto/Framephoto/Estadão Conteúdo 27.06.2016
Ricardo Barros é casado com a vice-governadora do Estado do Paraná, Cida Borghetti e pai da deputada estadual do Paraná

A deputada estadual do Paraná, Maria Victória Borghetti Barros, utilizou o Facebook para dar um "puxão de orelha" no pai, o ministro da Saúde, Ricardo Barros. Maria publicou um vídeo na noite desta quinta-feira (11) para criticar o comentário de Barros de que os homens procuram menos o atendimento médico por "trabalharem mais do que as mulheres" .

"Pai, logo o senhor que tem duas mulheres como nós em casa, a vice-governadora do Estado do Paraná, Cida Borghetti, e eu, deputada estadual. Trabalhamos tanto quanto o senhor", provocou a jovem. Aos 24 anos, Maria está em seu primeiro mandato e é candidata do PP na disputa pela prefeitura de Curitiba. A esposa de Barros, que é vice do governador Beto Richa (PSDB), já foi deputada estadual, deputada federal e é presidente do Pros.


O comentário de Barros de que os homens trabalham mais do que as mulheres foi feito após a divulgação do levantamento de que 31% dos homens não possui o hábito de ir às unidades de saúde. Apesar de a maioria deles (55%) ter justificado que não vai ao médico por "não precisar", Barros afirmou que a causa seria que os homens possuírem "menos tempo do que as mulheres", porque são os "provedores" dos lares brasileiros.

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"Por mais que haja dados absolutos de que haja maior número de homens no mercado formal de trabalho, o IBGE afirma que as mulheres trabalham em média cinco horas a mais do que os homens. Portanto, uma jornada de trabalho mais longa. E não precisa de dados para mostrar o quanto as mulheres trabalham nesse Brasil inteiro. Depois de trabalhar o dia inteiro fora de casa, as mulheres ainda precisam trabalhar em casa, a chamada jornada dupla. Não é isso, mulherada?", finalizou a deputada.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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