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Justiça já havia decretado a prisão temporária por 30 dias pela morte de Wellington Silva, de 39 anos, no bairro de Pirituba, zona norte de São Paulo

Imagens de uma câmaera de segurança mostram que cinco homens saíram de um carro com bebidas e tintas de spray
TV Globo/Reprodução
Imagens de uma câmaera de segurança mostram que cinco homens saíram de um carro com bebidas e tintas de spray

Adolfo Gabriel de Souza, de 38 anos, suspeito de matar um dentista, se entregou à polícia na noite dessa quarta-feira (10). A Justiça já havia decretado a prisão temporária dele por 30 dias pela morte do dentista Wellington Silva, de 39 anos, no bairro de Pirituba , zona norte de São Paulo, na madrugada de sábado (6). 

As imagens de uma câmera de segurança obtidas por investigadores do 33º Distrito Policial (Vila Mangalot) mostram que cinco homens saíram de um carro com bebidas e tintas de spray. Souza foi identificado como o dono do veículo usado pelo grupo de rapazes que picharam a casa do dentista.

Após os suspeitos picharem o muro e deixarem o local, o pai do dentista vai atrás do grupo com um facão e, segundos depois, é seguido pelo filho. Ainda não há informações sobre os demais suspeitos. A polícia tenta identifica-los por meio dos grafites feitos na parede, que costumam ser característicos de cada pichador.

Histórico

Quando saiu de casa com um facão na mão, Manoel Silva, de 76 anos, pai do dentista, viu que o muro de sua casa estava pichado e relatou ter visto um grupo de oito a dez pessoas bebendo, entre elas uma mulher, com latas de spray na mão. Ele conta que foi tirar satisfação e os homens começaram a agredi-lo, segundo ele, com "paus, pedras e até tijolos". Em seguida, o filho viria ajudar o pai, mas também foi agredido.

O pai do rapaz, Manoel Silva, um aposentado de 76 anos, também foi espancado pelo grupo de pichadores de seu muro
TV Globo/Reprodução
O pai do rapaz, Manoel Silva, um aposentado de 76 anos, também foi espancado pelo grupo de pichadores de seu muro


Na versão do primeiro boletim de ocorrência registrado, Manoel disse ter acertado um golpe de facão no braço de um dos homens. Já em uma segunda versão, ele negou a agressão com a arma e disse que apenas se defendeu. O facão, segundo ele, foi levado pelos agressores.

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De acordo com relato à polícia, Manoel ficou desacordado após os golpes e ao retomar os sentidos, viu o filho caído. O irmão do rapaz chamou a polícia por volta das 3h. O dentista foi encaminhado a um pronto-socorro em Pirituba, mas não resistiu aos ferimentos. O médico que o atendeu registrou o caso como "politrauma grave por agressão física". No 33º DP, o registro foi de homicídio e lesão corporal.

"Estou arrasado. Minha relação com o Wellington não era de pai para filho. Era de melhores amigos. Não havia segredos entre nós a gente se dava muito bem", disse o pai, com uma das mãos enfaixada e o rosto inchado.

Na manhã dessa segunda-feira (8), vizinhos e conhecidos não paravam de chegar à casa de Manoel para consolá-lo. "Meu filho era muito conhecido. Todos eram clientes no consultório que ele trabalhava", revelou o senhor. "Eu só queria ter tido mais tempo com ele." Segundo o pai, o velório do rapaz ocorreu no domingo (7).

Silva foi encaminhado com ferimentos graves a um pronto-socorro em Pirituba, mas não resistiu e morreu no mesmo dia
TV Globo/Reprodução
Silva foi encaminhado com ferimentos graves a um pronto-socorro em Pirituba, mas não resistiu e morreu no mesmo dia


Uma vizinha relatou ter acordado com os gritos durante a briga. Ela pediu para não ser identificada. "A rua é muito movimentada, então ninguém deu muita importância. Mas a mãe dele (do dentista) ligou meia hora depois e disse que tinham matado ele", contou.

Versões

O caso foi registrado em dois boletins de ocorrência diferentes. No primeiro, os policiais afirmam que foram acionados por um irmão de Wellington Silva para atender a uma tentativa de roubo em sua casa. Ele disse aos policiais que o pai havia ouvido um barulho no quintal e que oito indivíduos estariam dentro de casa. 

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Os policiais não encontraram sinais de arrombamento e nenhum objeto roubado quando chegaram ao local. Um novo boletim de ocorrência foi registrado no dia seguinte, desta vez narrando a perseguição de Silva aos pichadores.

*Com informações do Estadão Contéudo

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