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Substituição de lâmpadas nas periferias de São Paulo deveria gerar economia de 60% nas contas municipais, mas a Eletropaulo não foi notificada da troca

Pragrama
Leon Rodrigues/Secom
Pragrama "LED nos Bairros" instalou, só em sua primeira fase, mais de 55 mil lâmpadas de LED nos bairros periféricos


Mais de 120 mil lâmpadas de LED instaladas em bairros da periferia  de São Paulo não foram suficientes para gerar economia notável na renda dos moradores. Isso porque a AES Eletropaulo –companhia responsável por fornecer energia elétrica em toda a cidade – ainda não foi notificada pela Prefeitura a respeito da troca e, assim, não alterou o faturamento da conta.

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Diferentemente das contas comuns – calculadas com base no consumo real – a taxa de energia municipal é calculada sobre as estimativas de consumo de acordo com o parque elétrico, de acordo com o número de lâmpadas, a potência e o tempo durante o qual ficam acesas. Assim, para que as lâmpadas de LED signifiquem economia na conta, a Prefeitura deve notificar a Eletropaulo para alterar esse cadastro.

Instalação

Em São Paulo, a primeira fase do programa “LED nos bairros” instalou 55 mil pontos de iluminação. Essas lâmpadas, além de iluminarem melhor, podem gerar uma economia de até 60% no consumo. A conta municipal de energia de abril, no entanto, traz só um cadastro com 5 mil lâmpadas de LED.

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A Eletropaulo alega que chegou a notificar sobre a necessidade da mudança, em ofício encaminhado ainda em abril. No texto, a companhia informa que acrescentou 195 mil kWh na conta por causa das diferenças no cadastro do parque municipal. "Até que tenhamos a determinação oficial das potências a serem implementadas na fatura, o montante de 195 mil kWh será acrescido no consumo a faturar, mensalmente", diz a nota.

O bairro de Brasilândia, na zona norte da capital paulista, foi uma das primeiras atendidas pelo programa
Leon Rodrigues/Secom
O bairro de Brasilândia, na zona norte da capital paulista, foi uma das primeiras atendidas pelo programa "Led nos Bairros"


De acordo com o secretário municipal de Serviços, Alberto Serra, o cadastro correto só pode ser repassado à Eletropaulo quando a própria Prefeitura se certificar de que as novas lâmpadas estão instaladas. "Fizemos uma medição de 60 mil lâmpadas e estamos repassando para a Eletropaulo", disse. Serra argumenta que o trabalho é lento, uma vez que o número de fiscais para o serviço é limitado, mas afirma afirma que a cobrança é retroativa. "Valores que pagamos a mais agora serão estornados quando eles receberem o cadastro atualizado."

"Cochilo"

"É um cochilo da Prefeitura, que tem obrigação de informar a Eletropaulo sobre quais pontos foram alterados e sobre a nova potência das luminárias instaladas. Da forma como está, é um desperdício de dinheiro. A Prefeitura fez um investimento e não está obtendo a economia esperada", critica o diretor da Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux), Marco Poli.

*Com informações do Estadão Conteúdo