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Grupos de defesa dos direitos da mulher protestaram neste domingo (7) no centro de SP para cobrar delegacias especializadas que funcionem 24h

Estadão Conteúdo

Participantes da segunda edição da Marcha do Orgulho Crespo, no vão livre do Masp na tarde deste domingo (7)
Cris Faga/Fox Press Photo/Estadão Conteúdo - 7.8.16
Participantes da segunda edição da Marcha do Orgulho Crespo, no vão livre do Masp na tarde deste domingo (7)

No dia em que a Lei Maria da Penha completa 10 anos de vigência, a Avenida Paulista se tornou palco de uma manifestação para comemorar a data, mas que também pedirá medidas que melhorem o atendimento às mulheres vítimas de violência no Estado de São Paulo.

A principal exigência é de que Delegacias de Defesa da Mulher funcionem 24 horas por dia e sete dias por semana. Uma petição online já soma 20 mil assinaturas, de acordo com a ONG Minha Sampa, que organiza o evento.

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"O governo do Estado precisa entender que violência não tem hora marcada. Hoje, 90% dos casos de violência contra a mulher nunca chegarão a ser investigados. Isso porque o fato de não existir atendimento 24h reduz o número de denúncias", afirma Anna Livia Arida, advogada e Diretora Executiva da Minha Sampa.

O evento teve início às 14h no vão livre do Masp, com uma caminhada até o trecho da avenida em frente ao prédio da TV Gazeta, onde haverá uma apresentação artística com 20 mulheres. Na cidade de São Paulo, nove delegacias oferecem atendimento especial para uma população de mais de 5 milhões de mulheres. No Estado inteiro, são 132 Delegacias de Defesa da Mulher. Nenhuma delas funciona 24 horas ou aos finais de semana.

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