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Candidato a vereador pelo Partido Verde é suspeito de receber dinheiro do PCC e repassar valores para movimento de luta por moradia na capital

Estadão Conteúdo

Operação policial em conjunto com o Denarc cumpriu dezenas de mandados de busca e apreensão nos arredores da Luz
Eduardo Carmim/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo - 05.08.2016
Operação policial em conjunto com o Denarc cumpriu dezenas de mandados de busca e apreensão nos arredores da Luz


A Polícia Civil realizou na manhã desta sexta-feira (5) uma operação contra o tráfico de drogas na cracolândia, região central da capital paulista, que tem como um dos principais alvos um candidato a vereador da cidade nas eleições deste ano.  Policiais militares deram apoio à ação, batizada de Operação Marrocos, coordenada pelo Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc). 

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O candidato não teve a identidade revelada, mas é filiado ao Partido Verde e suspeito de receber dinheiro da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e repassar parte para um movimento de luta por moradia.

Investigações do Denarc apontam a existência de um esquema de fornecimento e distribuição de drogas de sem-teto que compravam entorpecentes direto do fornecedor e faziam a distribuição entre sem-teto e usuários. Entre os pontos de venda estão a cracolândia e o Cine Marrocos.

Parte do objetivo da operação é desmontar barracos de moradores de rua e usuários de drogas na Praça Julio Prestes
Eduardo Carmim/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo - 05.08.2016
Parte do objetivo da operação é desmontar barracos de moradores de rua e usuários de drogas na Praça Julio Prestes


Entenda o caso

Em maio, dependentes e traficantes voltaram a montar barracas para driblar a fiscalização das autoridades e manter o consumo de crack no chamado "fluxo", ocupando um quarteirão da Alameda Dino Bueno. No interior das barracas, traficantes deixavam mesas e cadeiras, onde as pedras de crack eram expostas em pratos. 

O programa "São Paulo de Braços Abertos", da Prefeitura, que foca em combater a fragilidade social dos dependentes – e não o tráfico, que é de responsabilidade da polícia –, teve início em janeiro de 2014, justamente quando a "favela" da cracolândia havia ganhado as manchetes.

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No final do ano passado, quando começaram a surgir novas barracas, ainda de forma velada, a Guarda Civil Metropolitana (GCM) passou a impedir a entrada de carrinhos de carroceiros no fluxo – a justificativa era que, dentro deles, os frequentadores levavam materiais para erguer as tendas de lona. 

Procuradas, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo e a Prefeitura não se manifestaram sobre a operação.