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Aparecida Schunck Flosi Palmeira, de 67 anos, foi libertada neste domingo (31) sem resgate; sequestradores exigiam pagamento de € 168 milhões

Estadão Conteúdo

A Delegada Elisabete Sato, é vista na sede da corporação, em São Paulo, neste domingo (31) após libertação da vítima
RAFAEL ARBEX/ESTADÃO CONTEÚDO -31.07.2016
A Delegada Elisabete Sato, é vista na sede da corporação, em São Paulo, neste domingo (31) após libertação da vítima

Aparecida Schunck Flosi Palmeira, de 67 anos, sogra de Bernie Ecclestone, presidente da empresa que administra a Fórmula 1, foi libertada, neste domingo (31), de um cativeiro. Dois bandidos foram presos e não houve pagamento de resgate. Ela foi sequestrada no dia 22 de julho. Os bandidos exigiram o pagamento de € 168 milhões para libertá-la. A pedido da família, o jornal O Estado de S. Paulo não havia divulgado o sequestro.

A vítima é mãe de Fabiana Ecclestone, com quem Bernie se casou em agosto de 2012. Ela trabalhou em uma empresa responsável pelo marketing do GP Brasil de Fórmula 1, onde conheceu o empresário em 2009. Hoje, o casal vive em Londres. Aparecida era costureira e mora na zona sul, perto do Autódromo de Interlagos.

Os sequestradores mantinham contato com família apenas por e-mail e pediram inicialmente € 168 milhões. Desse total, parte teria de ser paga em real (R$ 5 milhões) e outra em dólares (US$ 5 milhões). Segundo a Revista Forbes, Bernie Ecclestone tem um fortuna avaliada em US$ 3,1 bilhões, cerca de R$ 10 bilhões. Caso a família concordasse em pagar o resgate, ele seria o maior já pago na história dos sequestros no Brasil.

A ação dos bandidos começou às 13h30 de sexta-feira. Dois homens tocaram o interfone da casa de Aparecida. Eles anunciaram que estavam ali para fazer a entrega de móveis que a sogra de Bernie aguardava. De fato, Aparecida devia receber móveis que seria entregues em sua casa. Por isso, ela se adiantou às duas funcionárias da casa e foi abrir o portão. Acabou dominada pelos criminosos.

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Além dela, os bandidos dominaram ainda as duas empregadas domésticas da família: Maria das Graças Gomes de Matos, de 34 anos, e Gilvaneide Rosa de Oliveira, de 36 anos. Os bandidos disseram que se tratava de uma sequestro e afirmaram que a ação era uma "fita dada". Ou seja, que alguém lhes havia passado as informações sobre a vítima.

Um dos bandidos é um homem branco, que parecia ter entre 30 e 35 anos. Ele media, segundo as testemunhas, cerca de 1,75 metro de altura e estava vestindo uma calça jeans e um moletom cinza. Usava ainda um bigode ralo, era magro e tinha na mão direita um sol colorido tatuado. O outro criminoso tinha a pele parda e aparentava entre 18 e 20 anos. Ele vestia calça tektel preta e blusa vermelha.

Segundo as empregadas contaram aos policiais da Divisão Antissequestro (DAS), os criminosos entraram na casa pela cozinha. De Maria das Graças, os bandidos levaram o telefone celular. Eles mantiveram as duas em um cômodo da casa. Os bandidos obrigaram então Aparecida a entrar no Fiesta da família e fugiram com a vítima.

O carro foi encontrado mais tarde pela polícia na Rodovia Raposo Tavares, na região do Rio Pequeno, na zona oeste de São Paulo. A perícia foi chamada para examinar o veículo em busca de provas contra os criminosos. A família avisou a polícia. Primeiro por meio do 102º Distrito Policial, a delegacia do bairro, que registrou o caso. Depois, foi a vez da DAS ser informada.

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Desde então, o caso passou a ser investigado pela Divisão Antissequestro. À família, os sequestradores exigiram que a imprensa e a polícia fossem mantidos afastados do caso. Policiais da DAS estiveram na casa da família e tentaram obter as imagens das câmeras de segurança da casa - um sistema grava imagens internas e externas do imóvel - a família, no entanto, não dispunha da senha para entregar as imagens aos policiais.

Quando a polícia tentava obter acesso às imagens, a família recebeu a primeira mensagem dos bandidos. Por meio de um e-mail, eles fizeram o pedido de resgate. A polícia começou a rastrear o e-mail para tentar localizar os criminosos. Para a cúpula da Polícia Civil, é quase certa a participação de algum conhecido ou ex-funcionários da vítima. Teria sido essa pessoa quem entregou aos bandidos as informações sobre a encomenda dos móveis.

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