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Contratada para realizar os procedimentos de segurança, empresa Artel alegou dificuldade financeira e contratou apenas 1/6 dos agentes necessários

Policiais integrantes da Força Nacional passam a assumir a segurança e revista nas entradas dos locais de competição
Agência Brasil
Policiais integrantes da Força Nacional passam a assumir a segurança e revista nas entradas dos locais de competição


O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, informou que policiais integrantes da Força Nacional assumirão a revista nas entradas dos locais de competição e na Vila Olímpica dos Jogos Rio 2016. 

A empresa Artel Recursos Humanos, previamente contratada para prestar o serviço, desistiu do contrato, alegando estar sem dinheiro para convocar os mais de 3 mil agentes privados necessários para a realização da segurança dos jogos. 

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Segundo o ministro, a empresa convocou somente 500 dos 3.000 funcionários necessários alegando "dificuldade financeira". A quebra contratual ocasionará em multas para a  empresa. "Esse abandono contratual pela empresa, que será multada e responsabilizada não só pela incompetência, mas pela irresponsabilidade", disse o ministro.

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Com isso, as revistas e o monitoramento de aparelhos de raio-X serão feito por policiais militares, entre eles, aposentados nos últimos cinco anos, que já estavam cadastrados no sistema do governo para caso fosse necessário. Uma medida provisória foi editada há três semanas convocando esses agentes. 

Empresa convocou somente 500 dos três mil funcionários necessários para segurança alegando
Márcio Mercante / Agência O Dia
Empresa convocou somente 500 dos três mil funcionários necessários para segurança alegando "dificuldade financeira"


"Os Jogos Olímpicos não sofrerão nenhum prejuízo porque será uma substituição melhor, por policiais militares que se incorporarão à Força Nacional e realizarão, em conjunto, 100% da segurança dos locais olímpicos", assegurou Moraes.  Ao todo, mil policiais farão as seguranças dos jogos. 

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O ministro ainda sugeriu ao Comitê Olímpico a revisão da necessidade de contratação de uma empresa privada para fazer a segurança das arenas.

Segurança parcial

Antes da empresa romper o contrato, a Força Nacional faria apenas a segurança em áreas externas. Agora, os militares farão a segurança das áreas internas e das revistas corporais. 

Na tentativa de minimizar o ocorrido, Moraes citou a última edição das Olimpíadas em Londres, de 2012, que passou pela mesma situação. Naquela ocasião, um problema nas contratações com empresas de segurança privada fez a força militar inglesa assumir a função de forma emergencial. 

*Com informações da Agência Brasil