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Grupo se comunicava por aplicativos e passou a chamar a atenção da PF depois de ter realizado um "juramento ao Estado Islâmico" pela internet; prisões ocorrem a duas semanas da abertura da Olimpíada do Rio de Janeiro

Homens das Forças Armadas realizam simulação de combate ao terrorismo em metrô de SP no início da semana
Marcelo Gonçalves/Sigmapress/Estadão Conteúdo - 20.07.2016
Homens das Forças Armadas realizam simulação de combate ao terrorismo em metrô de SP no início da semana

A duas semanas da abertura dos Jogos Olímpicos no Brasil, a Polícia Federal prendeu dez suspeitos de planejar um ataque terrorista no País, anunciou o Ministério da Justiça, nesta quinta-feira (21). As detenções fazem parte da operação Hashtag, que segue monitorando outras pessoas com possível ligação com grupos extremistas.

De acordo com o ministro da pasta que comanda a PF, Alexandre de Moraes, o grupo, que se comunicava por WhatsApp e Telegram, passou a chamar a atenção da PF após fazer um "juramento ao Estado Islâmico " pela internet. 

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Apesar de a investigação não ter constatado um contato direto dos suspeitos com o EI, conversas mostram que eles passaram a "se sentir parte" da facção, além de apresentarem grandes indícios de que os ataques poderiam ser realizados. 

Alexandre Moraes explica que em virtude das Olimpíadas o Brasil passou a chamar a atenção do Estado Islâmico
Isaac Amorim/ Ministério da Justiça e da Cidadania - 21.07.2016
Alexandre Moraes explica que em virtude das Olimpíadas o Brasil passou a chamar a atenção do Estado Islâmico

"Houve uma série de atos preparatórios e, em um determinado momento,  o grupo mostrou que o Brasil deixou de ser um país neutro. E, em virtude das Olimpíadas e da vinda de turistas de diversas nacionalidades, o Brasil poderia se tornar um alvo", explicou Moraes em coletiva de imprensa.

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Além do juramento ao Estado Islâmico, a investigação descobriu que o grupo tentava comprar fuzis AK-47 por meio de sites de mercado negro paraguaios, com a finalidade da "prática clara" de terrorismo. Esse tipo de armamento foi usado no ataque que deixou 49 mortos no mês passado na  boate Pulse , em Orlando, nos EUA. Moraes, no entanto, disse que o grupo parecia ser "amador" por "negociar armas pela internet" e não ter "histórico criminoso".  

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A primeira prisão ocorreu em Curitiba, onde supostamente vivia o líder do grupo. Posteriormente, nove pessoas foram detidas em nove Estados, o que reforça a suspeita da investigação de que seus integrantes não se conheciam e não tinham contato direto, a não ser pela internet.   

Em nota, a PF disse que, para assegurar o êxito e a segurança da Operação, os nomes e a localização dos presos não serão divulgados no momento. 


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