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Vanda Maria Martins, de 54 anos, foi encontrada sem vida entre os escombros; imóvel passava por obra irregular, diz prefeitura

Estadão Conteúdo

Quase 24 horas depois do desabamento, bombeiros encontraram mulher que estava desaparecida
CARLA CARNIEL/CÓDIGO19/ESTADÃO CONTEÚDO - 16.06.2016
Quase 24 horas depois do desabamento, bombeiros encontraram mulher que estava desaparecida


Os bombeiros encontraram no início da tarde desta quinta-feira (16) o corpo de Vanda Maria Martins, de 54 anos, soterrada após o desabamento de uma igreja da Assembleia de Deus. O incidente aconteceu na quarta-feira (15), em Diadema, na região metropolitana de São Paulo.

Durante a madrugada, os bombeiros resgataram dois homens com vida, que sobreviveram por quase 12 horas entre os escombros. O primeiro foi Anderson Peres Thiago, de 23 anos, que foi levado de helicóptero Águia da Polícia Militar ao Pronto-Socorro do Hospital das Clínicas. O segundo, de 44 anos, foi encaminhado ao Pronto-Socorro Mário Covas.

O desabamento, que aconteceu por volta das 15h da quarta-feira, feriu quatro pessoas, que foram atendidas em hospitais da região, e deixou três soterradas. Ao menos 70 homens  de 20 equipes do Corpo de Bombeiros trabalhavam no resgate na noite de quarta-feira. Desde o incidente, a região está isolada.

Como os bombeiros ainda estão trabalham no local, a Defesa Civil precisa aguardar o fim do resgate para que a Polícia Civil faça a perícia e investigue as causas do acidente.

Segundo a prefeitura de Diadema, o imóvel passava por uma obra sem autorização. A igreja funcionava há cerca de 60 anos no mesmo local, conforme informou a Assembleia de Deus.

Ao menos 20 equipes Corpo de Bombeiros realizavam busca por vitimas que ficaram soterradas
Tom Vieira Freitas/Fotoarena/Estadão Conteúdo - 15.06.2016
Ao menos 20 equipes Corpo de Bombeiros realizavam busca por vitimas que ficaram soterradas

Parentes de vítimas contaram que, no momento do acidente, acontecia uma cerimônia chamada "culto de libertação". Um estrondo teria precedido o desmoronamento. A igreja ficava em um prédio de três andares e as obras tinham como objetivo ampliar a garagem da edificação, no térreo.

A Prefeitura de Diadema informou que mandou a igreja paralisar as obras dois dias antes do incidente, depois de ter identificado movimentação na terra. De acordo com a administração municipal, a obra apresentava riscos.