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Vídeos divulgados nas redes sociais apontam que os ataques na capital de Mato Grosso foram ordenados de dentro das prisões

Estadão Conteúdo

Ônibus foram incendiados em Cuiabá entre a noite de sexta-feira (10) e a manhã de sábado (11)
Reprodução/Twitter
Ônibus foram incendiados em Cuiabá entre a noite de sexta-feira (10) e a manhã de sábado (11)

A Secretaria de Segurança de Mato Grosso confirmou que pelo menos três ônibus foram incendiados na noite da sexta-feira (10) em diferentes bairros da capital Cuiabá. Também foram registrados ataques com tiros às casas de um agente penitenciário e de um sargento da PM.

Da madrugada ao amanhecer deste sábado (11) ocorreram mais dois incêndios, segundo a Associação dos Empresários do setor, apesar da operação integrada da Secretaria de Estado de Segurança. Uma viatura foi incendiada no interior.

A gerência de comunicação informou que, até a meia-noite da sexta-feira, dez suspeitos haviam sido presos. Entre eles, um detento da Penitenciária Central do Estado (PCE), Reginaldo Aparecido de Brito, o "RG", apontado como o mentor da onda de ataques.

"Temos indicações seguras de que ele é a liderança que determinou os ataques, de dentro da unidade prisional. Nós estamos apurando qual o formato de comunicação empregado, que certamente não foi único", disse.

Vídeos divulgados nas redes sociais apontam que os ataques foram ordenados de dentro das prisões e são represálias dos presos pela suspensão das visitas e banhos de sol por causa da greve dos agentes penitenciários no Estado.

Nesta semana, familiares chegaram a bloquear duas rodovias reivindicando o retorno das atividades normais do sistema. O Estado tem aproximadamente 1,5 mil agentes penitenciários e 59 unidades prisionais. Nas redes sociais circulam ainda áudios dos presos fazendo ameaças.