Tamanho do texto

Acusado de atuar no tráfico de drogas, Moisés de Lucena estava em condicional e agora é procurado pela polícia; investigadores afirmam que ele participou des estupro coletivo

Moisés Camilo de Lucena, de 28 anos, acusado de participar de estupro de jovem no Rio
Divulgação
Moisés Camilo de Lucena, de 28 anos, acusado de participar de estupro de jovem no Rio

O juiz titular da Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro, Eduardo Oberg, revogou nesta terça-feira (7) a liberdade condicional de Moisés Camilo de Lucena, de 28 anos, conhecido como Canário. Ele é um dos acusados de envolvimento no estupro coletivo de uma adolescente de 16 anos em uma favela na zona oeste do Rio.

Canário responde pelos crimes de roubo e porte ilegal de calibre restrito e é suspeito de integrar um esquema de tráfico de drogas que atua na região. A liberdade condicional foi concedida em fevereiro.

Na mesma decisão, Oberg também determinou a expedição de mandado de prisão contra Canário, que está foragido, e a regressão de cumprimento da pena, de mais de quatro anos de prisão, do sistema aberto para o semiaberto.

Vídeos
Segundo a polícia, Moisés é o quarto homem cuja voz aparece nos vídeos gravados por Raí de Souza, de 22 anos, na casa onde a jovem sofreu estupro coletivo.

A perícia técnica já havia revelado que pelo menos quatro homens estavam no quarto no momento das gravações do vídeo e participaram dos abusos sexuais contra a jovem.

Moisés, de acordo com a polícia, participou dos dois estupros dos quais a jovem foi vítima. O primeiro ocorreu na parte alta do morro e o segundo, em uma casa na parte baixa.

Ele também é apontado pela vítima como o homem que a segurava quando ela despertou em uma casa no alto da favela, cercada por traficantes armados. A Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav) também investiga a suspeita de que o próprio Raí tenha informado a Moisés sobre a presença da jovem desacordada e sozinha em uma casa na parte baixa da favela. Moisés foi o primeiro a estuprar a adolescente.

Outra versão
Raphael Duarte Belo, de 41 anos, que está preso junto com Raí no Complexo Penitenciário de Gericinó, contou por meio de uma postagem na internet que, na noite de 22 de maio, os dois foram de moto até o alto do morro pedir autorização ao tráfico de drogas para fazer no domingo seguinte (29) uma matinê de forró e outros gêneros musicais, na Quadra do Francão, na comunidade São José Operário, onde moram.

Ele contou que subiu o morro com Raí na garupa da moto. Lá, foram informados por Jefinho, que também está sendo procurado pela polícia, que uma jovem estava em uma casa abandonada desde o dia do baile funk. Segundo Raphael, a “mulher estava deitada, nua, dormindo, muito suja e com os cabelos embolados, parecendo uma viciada em crack ou mendiga”. De acordo com Raphael, nesse momento, Raí tirou o celular do bolso e começou a gravar a jovem. Depois, ele disse que foram embora.