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Em vídeo, adolescente nua e desacordada que teria sido abusada por 30 homens é exibida por supostos agressores

Estadão Conteúdo

Um jovem suspeito de participar do estupro coletivo de uma adolescente de 16 anos em uma comunidade da Zona Oeste do Rio de Janeiro foi identificado, de acordo com a Polícia Civil. Outros dois rapazes, que teriam divulgado as imagens do crime também já tiveram a identidade descoberta.

Gravação que mostra mulher nua e suas partes íntimas no Twitter gera mobilização na rede
Reprodução
Gravação que mostra mulher nua e suas partes íntimas no Twitter gera mobilização na rede

Nesta madrugada, a vítima, que teria sido estuprada por 30 homens, foi levada ao IML para fazer exame de corpo de delito e em seguida ao Hospital Souza Aguiar para ser medicada. Ela também foi ouvida pela polícia. 

Um vídeo da jovem foi divulgado nas redes sociais na terça-feira (24) e causou indignação. Na gravação, a adolescente aparece nua e desacordada, enquanto é exibida por dois rapazes que fazem comentários que indicam o estupro.

“Amassaram a mina, intendeu (sic) ou não intendeu (sic)? Kkkkkkkkkk”, escreveu o autor da postagem.

No início do vídeo, um dos homens afirma: “Essa aqui, mais de 30 engravidou”. Enquanto filmam o órgão genital da vítima, um deles narra: “Olha como que tá (sic). Sangrando. Olha onde o trem passou. Onde o trem bala passou de marreta”.

Além do vídeo, que segundo a avó da vítima conta com imagens fortes, há pelo menos uma foto de um dos rapazes à frente do corpo da jovem.

A postagem repercutiu no Twitter nesta quarta-feira (25). “Ele dopou a garota e filmou ela (sic) após o estupro”, escreveu uma pessoa. “Embebedou uma garota a ponto de deixá-la inconsciente, estuprou e postou um vídeo se vangloriando do ato”, postou outro internauta. “O cara estupra, expõe e se gaba da atitude abominável. O que ele merece? Cadeia! Denunciem o Michel”, escreveu outra pessoa.

Após a repercussão, um dos rapazes que aparecem nas imagens apagou sua conta na rede social. Antes, porém, ele reclamou das críticas e ameaçou divulgar mais imagens da vítima.

Pelo menos mais quatro rapazes compartilharam o vídeo - não se sabe se eles também participaram do estupro ou se limitaram a divulgar o vídeo -, o que também pode valer punição pela Justiça.

O caso é investigado pelo delegado Alessandro Thiers, titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI).

Ao longo da noite desta quarta, os perfis das quatro pessoas que até então haviam divulgado o vídeo foram alvo de críticas de outros internautas. Eles pedem que ninguém compartilhe as imagens e defendem punição aos envolvidos. Foram divulgados um perfil no Facebook e um número de telefone celular que pertenceriam a um dos autores do estupro.