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Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro criticou corporação militar e chamou de "desproporcional" retirada forçada de estudantes de edifício na zona portuária da cidade

Batalhão de choque da Polícia Militar do Rio de Janeiro: uso de força para expulsar estudantes
Facebook/Reprodução - 21.05.16
Batalhão de choque da Polícia Militar do Rio de Janeiro: uso de força para expulsar estudantes

Policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar do Rio de Janeiro retiraram à força o grupo de estudantes que permanecia em protesto no interior da sede da Secretaria Estadual de Educação, no Santo Cristo, na zona portuária do Rio. A ação ocorreu por volta das 4h30 deste sábado (21).

Houve uma grande confusão e pelo menos dois estudantes ficaram desacordados. No tumulto, os policiais usaram spray de pimenta para controlar os jovens, que classificaram a ação como truculenta. A operação também foi altamente criticada pela Defensoria Pública do Estado, que classificou-a como "desproporcional".

"A segurança dos alunos deve ser sempre prioritária", declarou a Defensoria em comunicado. "Como expressamos em Ação Civil Pública ajuizada quando iniciadas as ocupações, defendemos o direito à manifestação e reunião pacífica. Acreditamos que o diálogo e a mediação são os caminhos eficazes na solução de conflitos."

Veja como foi a desocupação:

De acordo com o batalhão da PM, os policiais estavam no local "para manter a integridade física dos ocupantes e evitar depredações no prédio". A corporação ainda afirma que chegou a haver um diálogo entre policiais e estudantes, que inicialmente concordaram com a saída, porém, posteriormente, desistiram da ideia.  

"Foram esgotados todos os mecanismos de negociação e, por isso, foi necessário o uso progressivo da forca (com utilização de spray de pimenta) para a desocupação", disse a PM, que não respondeu ao ser questionada sobre quem teria dado a ordem para desocupação do local.