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Quatro cidades da Região Metropolitana da capital do Maranhão tiveram ataques; situação se normalizou pela manhã

Estadão Conteúdo

Policiais em das área onde veículo foi incendiado na capital maranhense, nesta sexta-feira (20)
Facebook/Reprodução
Policiais em das área onde veículo foi incendiado na capital maranhense, nesta sexta-feira (20)



Uma série de ataques de criminosos contra ônibus paralisou o transporte público na Região Metropolitana de São Luís, na madrugada desta sexta-feira (20). Ao menos seis veículos foram incendiados, sendo que três deles ficaram completamente destruídos. A situação foi normalizada pela manhã e o policiamento, reforçado nas regiões atingidas.

Em entrevista à Rádio Mirante AM, o presidente do Sindicato dos Rodoviários do Maranhão (Sttrema), Isaías Castelo Branco, confirmou que as empresas foram obrigadas a recolher os veículos ainda na madrugada para preservar a integridade física dos funcionários, segundo declarou o presidente do Sttrema, Isaías Castelo Branco.

Castelo Branco ressaltou que o sindicato avaliou a condição dos motoristas e cobradores que estavam presentes durante os ataques antes de decidir se haveria paralisação – alguns motoristas e cobradores se disseram em estado de choque depois dos incidentes. 

Em resposta, a Polícia Militar do Maranhão prendeu sete suspeitos, sendo quatro homens, duas mulheres e um adolescente, que estavam com grande quantidade de combustível. Não há informações sobre feridos nos ataques.

Os incêndios aconteceram nos quatro municípios que fazem parte da Grande Ilha: na capital maranhense, São Luís, nos bairros Jardim Tropical e Liberdade; em Paço do Lumiar, na região do Maiobão e na Vila Marly Abdalla; em São José de Ribamar, no bairro Cidade Verde; e em Raposa, no terminal de ônibus da cidade.

Em nota, o governo do Maranhão informou que os ataques foram reações à política de enfrentamento às facções criminosas, que "tem resultado em sucessivas apreensões de grande quantidade de armas e drogas, além da recuperação de sua autoridade sobre o sistema penitenciário". O governo também declarou que "os bandidos que determinaram e executaram tais ações já foram localizados e sofrerão as penas previstas em lei".

Ainda na madrugada, o governador Flávio Dino recebeu a Secretaria de Segurança em seu gabinete
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Ainda na madrugada, o governador Flávio Dino recebeu a Secretaria de Segurança em seu gabinete

De acordo com o secretário estadual de Segurança, Jefferson Portela, equipes especiais das Polícias Militar e Civil, além do Grupo Tático Aéreo (GTA) e do Serviço de Inteligência, foram acionados para tentar conter novos ataques em São Luís. O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), reuniu a cúpula da Segurança estadual no Palácio dos Leões por volta das 2h e ordenou que todo o efetivo policial fosse para as ruas para "garantir a paz" e a elucidação dos ataques.

A última onda de ataques a ônibus na capital maranhense foi em janeiro de 2014, quando facções criminosas incendiaram quatro coletivos e deixaram uma criança morta, além de quatro feridos com queimaduras. Na época, a Secretaria Estadual de Segurança relatou que as ações foram orientadas e comandas de dentro do Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Em outubro do mesmo ano, outros dois veículos do sistema de transporte público foram incendiados, sem vítimas.