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Principal motivo foi redução das velocidades máximas em todas as vias da capital paulista pela gestão Fernando Haddad

Estadão Conteúdo

CET e GCM multaram 3,8 milhões de condutores em velocidades acima dos 20% permitidos na via
Paulo Lopes/Futura Press - 10.9.15
CET e GCM multaram 3,8 milhões de condutores em velocidades acima dos 20% permitidos na via

A redução das velocidades máximas em todas as vias da capital paulista pela gestão Fernando Haddad levou o número de multas do gênero a aumentar 35% somente no ano passado. Das 11 milhões de infrações, um terço foram para excesso de velocidade. Em comparação com 2014, houve crescimento de 27,1% nas autuações em geral.

A Prefeitura de São Paulo começou a diminuir, em julho, para 50 km/h o limite nas principais vias da cidade. Até novembro de 2015, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e os radares-pistola da Guarda Civil Metropolitana (GCM) multaram 3,8 milhões de condutores em velocidades acima dos 20% permitidos na via, segundo o Painel da Mobilidade, lançado na quarta-feira (24), e que mostra o detalhamento das autuações entre 2013 e o ano passado. Ele revela ainda no mapa da cidade os 923 locais onde há radares.

Segundo Haddad, a divulgação dos dados é uma forma de deixar "transparente" a fiscalização feita na capital paulista. Durante o lançamento, ele e o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, voltaram a afirmar que "não existe indústria da multa, mas da morte", relacionando o desrespeito à lei por parte de motoristas e motociclistas ao número de mortos e feridos no trânsito.

"A arrecadação de multa é irrelevante em termos de orçamento. Os prejuízos materiais, de saúde, de previdência pública associados ao trânsito são um múltiplo do que se pode arrecadar com multa", disse o prefeito. No novo portal, a população pode saber quantas irregularidades foram registradas em cada uma das vias onde há tanto equipamentos eletrônicos quanto as multas manuais feitas por marronzinhos, policiais militares, agentes da São Paulo Transporte (SPTrans) e guardas-civis metropolitanos.

Para Haddad e Tatto, revelar a localização dos radares e divulgar os dados podem ter uma função pedagógica para que os condutores possam "se policiar em relação às leis de trânsito".

A especialista em trânsito e ex-coordenadora de qualificação humana do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) Maria Cristina Hoffmann elogiou a medida. "Deixar o condutor preparado para o que possa acontecer no trajeto dele é interessante, ele pode se organizar no caminho", disse. "Não é o radar que multa a pessoa, mas o condutor que infringe a velocidade. Acho muito pedagógico a Prefeitura dar a opção de ele saber onde tem fiscalização eletrônica." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.