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Na última sexta-feira (29), juíza condenou 13 réus pelos crimes de tortura seguida de morte, ocultação de cadáver e fraude

O Ministério Público do Rio pretende recorrer da sentença que absolveu 12 dos 25 policiais da UPP da Rocinha acusados pela morte de Amarildo de Souza, desaparecido em julho de 2013. Na decisão da última sexta-feira (29), a juíza Daniella Alvarez Prado condenou 13 réus (um deles morreu no ano passado) pelos crimes de tortura seguida de morte, ocultação de cadáver e fraude processual.

Caso Amarildo: 25 policiais respondem pelo crime; 12 estão na cadeia
Reprodução
Caso Amarildo: 25 policiais respondem pelo crime; 12 estão na cadeia


Para a promotora Carmen Eliza Bastos de Carvalho, as condenações foram “um ponto de esperança para a sociedade que espera novo tipo de comportamento de alguns policiais”. O prazo para recurso é de cinco dias.

Amarildo morreu após 40 minutos de tortura, atrás da UPP, com descargas elétricas, saco plástico na cabeça e afogamento em balde d’água. O então comandante da unidade, Edson dos Santos, considerado mentor do crime, teve a pena mais alta, de 13 anos e sete meses de reclusão. Os condenados serão expulsos da PM. Três deles estavam soltos e serão presos hoje. Dois inquéritos investigam se policiais do Bope ajudaram a ocultar o corpo, nunca encontrado.

Preso, major Edson Santos afirmou que Amarildo foi assassinado por traficantes da Rocinha
Reprodução / TV Globo
Preso, major Edson Santos afirmou que Amarildo foi assassinado por traficantes da Rocinha


FONTE/ O DIA