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Advogado-geral da União, Luís Inácio Adams adiantou que empresas podem ter mais tempo para pagar parcela de R$ 2 bi

De acordo com Adams, está sendo discutida a prorrogação do prazo para quitação da primeira parcela de indenização
Cristiane Mattos/Futura Press - 19.1.16
De acordo com Adams, está sendo discutida a prorrogação do prazo para quitação da primeira parcela de indenização

O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, esteve nesta terça-feira (19) em Belo Horizonte (MG) para tratar de ações para reparar os danos provocados pelo rompimento da Barragem Fundão, em Mariana (MG), em novembro do ano passado. O ministro disse que está sendo discutida a prorrogação do prazo para quitação da primeira parcela de indenização a ser paga pelas empresas responsáveis pelo rompimento.

“A declaração do ministro sinalizou que é possível anuir com a prorrogação de prazo solicitada pelas empresas. Porém, este ajuste ainda não foi concretizado”, informou a AGU por meio de nota.Uma liminar concedida pela Justiça determinou uma primeira parcela de R$ 2 bilhões, conforme solicitado pela União e estados na ação civil pública.

Na segunda (18), representantes do governo federal e dos governos de Minas Gerais e do Espírito Santo se reuniram para debater um acordo judicial com as empresas responsáveis pelos danos.

Após o rompimento da barragem da mineradora Samarco, os governos estaduais e federal entraram na Justiça com uma ação civil pública pedindo indenização de pelo menos R$ 20 bilhões pelos danos.

O rompimento da Barragem de Fundão derramou 32 milhões de metros cúbicos de lama de rejeitos de mineração no Rio Doce. O episódio causou a morte de 17 pessoas, destruiu municípios e continua causando impactos ambientais graves no rio e no oceano.


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