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Segundo o funcionário, a empresa não prestou nenhuma assistência; ele procurou a Polícia sozinho para registro do BO

O Dia

Um carteiro foi assaltado e levado para o Complexo do Lins, onde ficou em poder dos criminosos, na última sexta-feira (8). A vítima contou nesta segunda-feira que esse é o 32° assalto que sofre em seus nove anos de serviço nos Correios. Segundo o profissional, a empresa não prestou nenhuma assistência e ele foi procurar a Polícia Federal sozinho para registro do boletim de ocorrência. "Eu mesmo vou procurar um psicólogo. Estou me virando, fazendo por mim mesmo", afirmou.

Funcionário  disse ser alvo constante de assaltos, pois entrega encomendas feitas pela Internet
Fotos Públicas
Funcionário disse ser alvo constante de assaltos, pois entrega encomendas feitas pela Internet


Na manhã desta segunda-feira (11) , o profissional lotado no CDD Riachuelo foi acompanhado pela direção do Sindicato dos Trabalhadores na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Sintect-RJ) para divulgação do caso.

O homem disse ser alvo constante de assaltos, pois entrega encomendas feitas pela Internet. "Fui abordado no Jacaré. Um marginal botou uma pistola do meu lado e outro homem já estava me aguardando", contou. Ele foi levado no carro que usava, vendado com a própria camisa. "Diziam que era para não visualizar o rosto deles e que se visse iam fazer algo comigo no morro".

"Um deles achou que eu ainda enxergava e começou a sessão de tortura", relatou ele, dizendo que foi agredido várias vezes no rosto. O terror aumentou ao chegar no pico do morro, quando começou a ouvir: "O que vão fazer com o carteiro?" Após isso, ele voltou andando e o carro terceirizado foi abandonado em uma das ruas do local.

Nesta segunda-feira, ele vai saber quanto tempo ficará afastado e quando retornar ao trabalho é que vai ter resposta se continuará na rua ou fazendo trabalho interno. "Gostaria de fazer um serviço interno", disse a vítima, já cansada da insegurança. "Os mesmos bandidos já me assaltaram umas cinco ou seis vezes", contou ele sobre os recorrentes casos de violência. "Pode ser que depois desse caso tomem alguma atitude", afirmou.

FONTE/ O DIA

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