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Categoria reivindica a proibição do aplicativo Uber e uma maior fiscalização contra táxis piratas

O Dia

Centenas de taxistas realizam, na manhã desta sexta-feira, um protesto contra o aplicativo Uber e táxis piratas que trafegam pelas grandes metrópoles. Eles saíram de vários pontos da cidade para se concentrar no Aterro do Flamengo, na Zona Sul, e, durante o percurso, causaram um verdadeiro nó no trânsito da cidade.

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Importantes vias como as avenidas Atlântica, Francisco Bicalho, Presidente Vargas, entre outras, foram impactadas pela carreata realizada pela categoria. Motoristas de outros estados, como São Paulo, Paraná e Minas Gerais, também aderiram à manifestação.

Taxistas são vistos na Avenida Presidente Vargas, no Centro. Grupo seguiu para o Aterro
Reprodução / TV Globo
Taxistas são vistos na Avenida Presidente Vargas, no Centro. Grupo seguiu para o Aterro

Antônio Oliviero, presidente do Sindicato dos Motoristas de Empresa e Auxiliares de Táxi do Estado do Rio de Janeiro, revelou que, durante o ato, marcado para começar às 10h, será comunicado aos taxistas o que foi acordado em um encontro de 25 representantes da categoria com o prefeito Eduardo Paes, o secretário-executivo de Coordenação de Governo, Pedro Paulo Carvalho, o secretário municipal de Transportes,  Rafael Picciani, e o presidente da Câmara dos Vereadores do Rio, Jorge Felippe. 

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"Nesse ato, eles vão concretizar três medidas que foram acordadas em reunião com o prefeito, que são o combate ostensivo à pirataria, a saída correta de aplicativos como o Uber da cidade do Rio de Janeiro, uma fiscalização dos táxis mais eficiente e correta", adiantou o representante. Segundo ele, embora as reivindicações tenham sido ouvidas e atendidas em reunião ontem à noite, o ato foi mantido, uma vez que já estava marcado e devido à proporção que tomou. Além das autoridades citadas, os deputados Dionísio Lins (PP) e Jorge Felipe Neto (PSD) também participam da manifestação.

Ato pacífico

Policiais militares do Batalhão de Choque, do 2º BPM (Botafogo) e agentes da Guarda Municipal e da CET-Rio estão acompanhando o ato que acontece de forma pacífica. Muitos taxistas vestem camisas brancas com os seguintes dizeres: "Taxistas unidos contra a pirataria". Outros escreveram a seguinte frase nos para-brisas dos carros: "Sou legal, pago meus impostos".

O presidente do Conselho Regional dos Taxistas do Estado do Rio, Marcos Bezerra, disse que o objetivo do ato é a união dos profissionais. "A nossa expectativa é de certa de 3 a 5 mil taxistas participando do ato. Nossos principais objetivos é o combate a pirataria e a defesa da profissão dos taxistas do Rio e restabelecer a união da categoria", diz.

Entre os taxistas de outros estados que vieram apoiar o ato no rio de Janeiro, destaca-se um grupo de curitibanos. Embora na capital paranaense não haja o serviço do Uber, lá os taxistas já estão mobilizados contra o serviço.

"Viemos oito taxistas de Curitiba em dois táxis para apoiar o ato no Rio de Janeiro. Chegamos às 8h da manhã. Há quatro meses, fizemos manifestação desse mesmo porte em nossa cidade contra a pirataria, mesmo não tendo Uber lá. Estamos lutando para evitar que ele entre em nossa cidade. Não vamos permitir que isso aconteça", disse Nilson Silva 47 anos. Taxista há 29 anos, ele afirmou que essa "manifestação é muito importante". "Só assim vamos conseguir alcançar nosso objetivo", concluiu. Segundo ele, a capital do Paraná possuí cerca de 3002 táxis, sendo que 810 são piratas.

Os taxistas estiveram reunidos com o prefeito Eduardo Paes na quarta-feira. E ficou decidido que dois representantes do governo municipal (Pedro Paulo, secretário executivo de Coordenação de Governo, e Rafael Picciani, secretário de Transportes) estarão presentes no ato. A categoria pretende que a Prefeitura assuma um compromisso público com os profissionais.

O Uber é uma empresa americana, que, através de aplicativo homônimo, oferece serviço parecido ao de um táxi em centenas de cidades brasileiras e em dezenas de países. Os taxistas alegam que qualquer um pode ser motorista da Uber, sem se preocupar em legalizar o veículo para fins de transporte de passageiros. A presença dos aplicativos tem preocupado sindicatos e empresas do setor em todo o país.