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Capital pernambucana enfrentou em um dia, entre domingo e segunda-feira, a maior precipitação de 2015, equivalente a mais da metade das chuvas previstas para o mês de junho

Barco é usado para transportar moradores na periferia da capital pernambucana, no domingo
TV Globo/Reprodução
Barco é usado para transportar moradores na periferia da capital pernambucana, no domingo

Padrasto e enteado morreram ao mesmo tempo durante o maior temporal de 2015 do Recife, que atingiu a capital pernambucana entre às 8h de domingo (28) e às 8h desta segunda-feira (27). As mortes ocorreram no bairro Bomba do Hemetério, na zona norte da cidade.

De acordo com a Defesa Civil do Estado, Jorge Pacheco da Silva, de 53 anos, e Flávio Lopes Barbosa, 27, estavam em uma casa de um conjunto de quatro imóveis conjugados quando houve um deslizamento de terra que soterrou a ambos. O acidente levou as autoridades a exigirem o abandono imediato do local, que foi interditado, por parte das outras famílias residentes.

A Prefeitura afirma que o volume de chuvas das últimas 24 horas foi de 228 mm, o equivalente à precipitação prevista para 16 dias no mês de junho na cidade. Segundo a nota, mais de 250 agentes da Defesa Civil foram deslocados para atuar em áreas de risco.

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Até às 11h desta segunda-feira, 174 chamados por ajuda e vistoria de imóveis foram registrados pela Central de Atendimento da Defesa Civil. Além da barreira que caiu e matou Flávio e Jorge, houve deslizamento de uma outra no Vasco da Gama, além da queda de um muro na UR-1.

A Empresa Municipal de Limpeza Urbana (Emlurb) afirma que ao menos dez árvores caíram na cidade desde domingo, segundo moradores. Equipes ainda trabalhavam na retirada dos troncos na tarde desta segunda-feira.

A Defesa Civil afirma que a encosta que caiu na zona norte do Recife sofre com problemas de acúmulo de lixo, o que favoreceu o acidente. A Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos da cidade diz ter disponibilizado abrigo aos que perderam suas casas, além de velório e funeral das vítimas.

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