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Faixa preta na arte marcial, Bruno Inácio Nunes reagiu ao ser abordado por assaltante e foi baleado em ônibus

Bruno Inacio Nunes era faixa preta em jiu-jítsu
Reprodução
Bruno Inacio Nunes era faixa preta em jiu-jítsu

A destreza de Bruno Inácio Nunes, 37 anos, com o jiu-jítsu não foi suficiente para o professor da academia Ipanema Fight, no bairro da Zona Sul da cidade, se livrar de um assalto a mão armada ocorrido no interior de um coletivo da Viação Caravele, linha Sargento Roncalli x Central, no último sábado. Morador de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, ele seguia para a Feira de São Cristóvão, onde fazia um trabalho extra como segurança, quando foi abordado pelo assaltante, reagiu, foi baleado e depois morreu.

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"O ônibus não estava muito cheio. Um só homem armado pegou os pertences das vítimas. Quando foi abordado, o Bruno achou que conseguiria se desvencilhar aplicando um mata-leão. Tentou desarmar o ladrão, viu a oportunidade, mas foi baleado na cabeça, na altura da sobrancelha esquerda", relatou o irmão da vítima, Leonardo Inácio Nunes, de 35 anos.

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Segundo ele, o irmão, pai de três filhos e faixa preta na arte marcial, já tinha sido assaltado outras duas vezes. Ainda de acordo com Leonardo, o professor de jiu-jítsu chegou a ser socorrido com vida, foi levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Ele será enterrado no Cemitério da Solidão, em Belford Roxo, mas ainda não foram definidos a data e o horário do enterro.

O caso registrado na 39ª DP (Pavuna) e encaminhado à Divisão de Homicídios da Capital (DH). De acordo com a especializada, um inquérito será instaurado para apurar as circunstância da morte de Bruno. Parentes e testemunhas serão convocados para prestar depoimento.

Ainda segundo a DH, agentes buscam imagens de câmeras de segurança e informações que ajudem a descobrir a autoria do crime.

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