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O esquema de lavagem de dinheiro contou com apoio de funcionários de instituições financeiras e também de doleiros

O esquema de lavagem de dinheiro desbaratado pela Operação Porto Victoria, deflagrada nesta quinta-feira (11) pela Polícia Federal, contou com apoio de funcionários de instituições financeiras e doleiros.

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A ação prendeu 11 pessoas e apreendeu R$ 1 milhão em dinheiro. De acordo com o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, a estimativa é que os envolvidos tenham movimentado R$ 3 bilhões ao longo de três anos.

Segundo a polícia, trata-se de uma quadrilha transnacional que opera no Reino Unido, na Venezuela, nos Estados Unidos, no Brasil e Japão. Todo o dinheiro era enviado a Hong Kong e de lá distribuído para vários países.

Entre os presos estão três funcionários de instituições financeiras. Segundo o delegado Alberto Ferreira Neto, o grupo usava empresas de fachada para fazer importações e exportações fictícias, que permitiam o envio e recebimento de dinheiro do exterior.

“A organização conseguiu cooptar alguns funcionários, inclusive de alto escalão, de corretoras e outras instituições financeiras. As empresas começaram a fazer operações de abertura de contas e movimentações para essas empresas que não existiam de fato”, destacou o delegado. Ele disse que estão envolvidos empregados de um banco e de duas corretoras de câmbio.

A polícia não forneceu o nome dos suspeitos, mas, de acordo com Ferreira Neto, alguns têm antecedentes de crimes contra o sistema financeiro. “São doleiros que trabalham comissionados, eles são os operadores do esquema”, ressaltou.

Os beneficiários do esquema são pessoas que querem enviar dinheiro ilegalmente para o exterior. “Por trás do operador do esquema, tem alguém que precisa tirar um grande volume de dinheiro da Venezuela ou alguém que está no Brasil e precisa remeter um grande volume de dinheiro para o exterior a fim de pagar comissão, propina ou uma operação de comércio exterior”, explicou.

Ferreira Neto disse que o próximo passo é identificar quem eram os clientes dos criminosos. “A próxima fase que nós adentraremos é a identificação dos clientes que usavam esse serviço. Porque, se nós temos a estrutura montada para a lavagem de dinheiro, nós temos que ter alguém interessado na prestação desse serviço”, acrescentou.

Os crimes foram descobertos a partir de investigação iniciada no ano passado, quando a agência norte-americana de Imigração e Alfândega solicitou que fossem apurados fatos envolvendo um brasileiro na organização criminosa.

De acordo com a polícia, trata-se de uma quadrilha transnacional que opera no Reino Unido, na Venezuela, nos Estados Unidos, no Brasil e Japão. Todo o dinheiro era enviado a Hong Kong e de lá distribuído para vários países.

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