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Para CNBB, evento teve 'manifestações de desrespeito à consciência religiosa do povo e ao símbolo maior da fé cristã'

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nesta quinta-feira (11) uma nota em que se posiciona contra o uso de símbolos religiosos durante a Parada do Orgulho LGBT, realizada no último domingo (7).

Imagens de Viviany Beleboni durante parada LGBL
Reprodução
Imagens de Viviany Beleboni durante parada LGBL

Na nota, que leva a assinatura de dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, a CNBB afirma que o Parada Gay mostrou "manifestações de desrespeito à consciência religiosa de nosso povo e ao símbolo maior da fé cristã."

O estopim para os protestos religiosos – não apenas de católicos mas também de evangélicos – foi a aparição da transexual Viviany Beleboni. Usando apenas uma coroa de espinhos e pano na altura dos quadris, ela apareceu como se estivesse ensanguentada e presa a uma cruz sob uma placa com os dizeres "Basta homofobia GLBT".

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Além de Viviane, outros manifestantes usaram símbolos religiosos durante a Parada, como crucifixos e faixas com dizeres considerados ofensivos pelos religiosos.

Símbolos religiosos fizeram parte do protesto de manifestantes da Parada LGBT de São Paulo
Leo Pinheiro/Fotos Públicas
Símbolos religiosos fizeram parte do protesto de manifestantes da Parada LGBT de São Paulo

No texto, que elenca oito postos, os bispos citam o Código Penal para afirmar que é crime o desrespeito a símbolos, orações, pessoas e liturgias das religiões e apelam aos "responsáveis pelo Poder Público, guardiães da Constituição e responsáveis pela ordem social e pelo estado democrático de direito, que defendam o direito agredido."

Os religiosos criticam, ainda, o fato de o evento, ter sido autorizado e patrocinado pelo poder público. 


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