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Deputado e pastor, Marco Feliciano pede que seguidores publiquem vídeos em redes sociais contra ato de manifestante transexual crucificada como Cristo na Parada LGBT

Um dia depois da Parada LGBT, em São Paulo, o deputado federal e pastor Marco Feliciano (PSC-SP) publicou um vídeo em sua conta no Facebook contra o que ele chamou de 'cristofobia' e contra os líderes cristãos que não se manifestaram contra a transexual que apareceu crucificada como Cristo em um dos trios elétricos. Usando apenas uma coroa de espinhos e pano na altura dos quadris, Viviany Beleboni apareceu como se estivesse ensanguentada e presa a uma cruz sob uma placa com os dizeres "Basta homofobia GLBT".

Marco Feliciano usou imagens de Viviany Beleboni em seu vídeo contra o uso de símbolos religiosos em paradas LGBL
Reprodução
Marco Feliciano usou imagens de Viviany Beleboni em seu vídeo contra o uso de símbolos religiosos em paradas LGBL

Além da foto de Viviany, Feliciano usou no vídeo fotos de outros protestos feitos em manifestações LGBT que usaram símbolos cristãos. "Cadê os líderes de denominações evangélicas, principalmente do Estado de São Paulo? Cadê os líderes da Igreja Católica? Eles feriram a minha fé, a sua fé", acusou. "Até quando vocês vão assistir de camarote?", perguntou em outro trecho do vídeo.

O deputado procurou desvincular seu vídeo da ação de hackers . Especialistas em tecnologia invadiram no domingo (7) o site de Feliciano e colocaram uma bandeira colorida; símbolo do movimento LGBT.

Símbolos religiosos fizeram parte do protesto de manifestantes da Parada LGBT de São Paulo (2015)
Leo Pinheiro/Fotos Públicas
Símbolos religiosos fizeram parte do protesto de manifestantes da Parada LGBT de São Paulo (2015)

Além de criticar nominalmente a omissão de representantes de religiões cristãs (como Assembleia de Deus, Mundial, Universal, Igreja da Graça, Igreja Batista e Católica), o pastor pediu que advogados e juristas ajudem em uma ação coletiva nacional contra o uso de símbolos religiosos. "Pegaram símbolos da minha fé, que é a fé cristã."

Feliciano defendeu ainda que seja processadas as marcas que apoiam "marchas gays", como a de São Paulo. Ele citou duas estatais, a Petrobras e a Caixa Econômica Federal, que patrocinaram a festa paulistana. O deputado também atacou o Judiciário paulista ao dizer que processo humoristas "por coisa muito pior e não deu em nada. Eu conheço a Justiça de São Paulo."

Dias antes da Parada LGBT de São Paulo, outro líder religioso, Silas Malafaia , propôs o boicote aos produtos de O Boticário porque a marca usou em um de seus anúncios dois casais gays. O vídeo motivou uma série de manifestações favoráveis à rede de cosméticos nas redes sociais. 


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