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Uso indiscriminado de antibióticos é uma das causas do surgimento dessas superbactérias

Depois que três hospitais e uma Unidade de Pronto Atendimento do Distrito Federal detectaram a presença de bactérias multirresistentes em pacientes, a Secretaria de Saúde informou que vai se reunir na tarde desta sexta-feira (5) com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária para discutir o controle de infecções hospitalares.

As bactérias multirresistentes, popularmente conhecidas como superbactérias, são organismos resistentes à maioria absoluta dos grupos de antibióticos disponíveis no mercado. O corpo humano tem várias bactérias, mas com a ingestão de antibióticos algumas se tornam resistentes, emergem de onde estão e se multiplicam, provocando infecção. Desta forma, o uso indiscriminado de antibióticos é uma das causas do surgimento dessas superbactérias.

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As áreas vermelha e amarela do setor de emergência do Hospital Regional de Taguatinga chegaram a ser fechadas para higienização intensa no dia 28, após a equipe ter constatado que uma paciente de 79 anos estava infectada pela bactéria enterococo. Três pacientes idosas que estavam com a bactéria e morreram neste hospital, porém, a Secretaria de Saúde disse que não ainda não é possível relacionar as mortes com a presença das bactérias, já que as pacientes apresentavam outras enfermidades graves. A emergência foi reaberta na terça-feira (2), mas o hospital ainda conta com três pacientes em isolamento.

No Hospital Regional de Santa Maria pelo menos 14 pessoas foram isoladas por terem a bactéria acinetobacter. No Hospital Regional do Guará há atualmente dois pacientes isolados com a acinetobacter. Na UPA de Sobradinho foi detectada a bactéria KPC em uma paciente. Ela foi transferia para o Hospital Regional de Sobradinho.

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A Secretaria de Saúde do Distrito Federal está fazendo um levantamento para atualizar o número de pacientes contaminados por bactérias em toda a rede pública e deve divulgar os dados na tarde de hoje. A pasta alerta que a higienização das mãos no ambiente hospitalar, com álcool, é a principal ferramenta para evitar a contaminação. A higienização deve ser feita pelos profissionais de saúde, acompanhantes e visitantes.

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