O ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant (D), ao lado do secretário de Estado americano, Antony Blinken, no sul de Israel em 1º de maio de 2024.
EVELYN HOCKSTEIN
O ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant (D), ao lado do secretário de Estado americano, Antony Blinken, no sul de Israel em 1º de maio de 2024.
Evelyn Hockstein

O ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, chamou de "desprezível" a solicitação de emissão de mandados de prisão apresentada pelo procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI) contra ele e contra o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu.

"A tentativa feita pelo procurador do TPI, Karim Khan, de mudar a situação não terá sucesso. O paralelo que ele estabeleceu entre a organização terrorista Hamas e o Estado de Israel é desprezível", afirmou Gallant em um comunicado.

Vários funcionários de alto escalão de Israel, incluindo o presidente Isaac Herzog, criticaram os pedidos de Khan contra Netanyahu e Gallant.

Khan solicitou mandados de prisão contra autoridades israelenses e contra três líderes do Hamas por suspeitas de crimes de guerra e crimes contra a humanidade na Faixa de Gaza.

O procurador atribui a Netanyahu e Gallant crimes como "matar deliberadamente civis de fome", "homicídio doloso" e "extermínio e/ou assassinato".

As acusações atribuídas aos líderes do Hamas, incluindo o líder da organização em Gaza, Yaya Sinwar, e o comandante geral do grupo, Ismail Haniyeh, incluem "extermínio", "estupro e outros atos de violência sexual" e "tomada de reféns como crime de guerra" em Israel e Gaza.

A guerra entre Israel e Hamas em Gaza começou em 7 de outubro, quando milicianos islamistas executaram un ataque no sul de Israel, que matou mais de 1.170 pessoas, a maioria civis, segundo um balanço da AFP baseado em dados oficiais israelenses.

Mais de 250 pessoas foram sequestradas e 124 permanecem em cativeiro em Gaza, das quais acredita-se que 37 tenham sido mortas, de acordo com o Exército.

Mais de 35.500 palestinos, a maioria civis, morreram na ofensiva de represália executada por Israel, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, um território governado pelo Hamas desde 2007.

    AFP

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