
Um adolescente de 16 anos foi preso em flagrante após atacar com um machado a própria professora e transmitir o ataque ao vivo pela internet. O caso aconteceu em uma escola particular da Malásia, na cidade de Kuching, capital do estado de Sarawak.
De acordo com a imprensa local, por volta das 7h50 da última quarta-feira (21), imagens de câmeras de segurança registram o momento em que o adolescente entra na sala de aula. Ele agride a professora com o machado e sai.
Após o primeiro ataque, em um segundo momento, o adolescente volta por uma segunda porta e ataca alunos que estavam em sala de aula. Os estudantes conseguem fugir.
A professora tenta intervir e é atacada mais uma vez. O adolescente foi contido por dois outros alunos, que conseguiram tomar o machado. Ninguém ficou gravemente ferido e a professora teve apenas ferimentos nas mãos.
Em vídeos que circularam na Malásia, o adolescente é visto se preparando para o ataque dentro do banheiro da escola. Ele estava com um celular preso à cabeça para transmitir a agressão ao vivo.
As imagens que seriam supostamente da transmissão foram publicadas e removidas momentos depois.
Adolescente preso em flagrante
Ainda segundo a imprensa local, o chefe da polícia de Sarawak, Saifullizan Ishak, afirmou em um comunicado que os agentes receberam uma chamada de emergência às 8h03 da manhã, informando que um aluno havia levado fogos de artifício para a escola e ferido um professor com um machado.
O adolescente foi preso em flagrante e está detido na ala psiquiátrica do Hospital Geral de Sarawak.
A polícia segue investigando o caso e o menino pode responder por causar lesão corporal voluntariamente com arma perigosa e posse de explosivos.
Em comunicado, a escola informou que acionou os protocolos de resposta a emergências, com equipes de segurança agindo rapidamente para intervir antes da chegada dos serviços oficiais.
A instituição afirmou também que a escola vai cooperar plenamente com as autoridades competentes no andamento das investigações.
Após o ataque, medidas de segurança foram reforçadas e policiais foram deslocados à escola e fizeram verificações de segurança em todos que entraram na unidade.
O Departamento de Educação de Sarawak afirmou que entrou em contato com a instituição para oferecer apoio psicossocial a alunos, professores e funcionários.
O caso segue sendo investigado.