Fachin vota em Brasília e diz que eleição é “motor da democracia”

Presidente do STF elogiou a atuação da Justiça Eleitoral e afirmou que eleições seguras e transparentes garantem legitimidade aos representantes

Presidente do STF votou em Brasília no final da manhã deste domingo
Foto: Gustavo Moreno/STF
Presidente do STF votou em Brasília no final da manhã deste domingo

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) , ministro Edson Fachin , votou neste domingo (4) no primeiro turno das eleições de 2026, em Brasília (DF) . Após registrar o voto, o magistrado destacou a importância da Justiça Eleitoral e afirmou que eleições íntegras e transparentes são fundamentais para a democracia. 

Fachin compareceu a uma seção eleitoral na Asa Sul, acompanhado da esposa, Rosana Fachin. O ministro aguardou na fila junto aos demais eleitores antes de votar, por volta das 11h50.

“As eleições periódicas, íntegras, seguras, transparentes e auditáveis são o motor da democracia”, declarou o presidente do STF a jornalistas após a votação.

De acordo com Fachin, o processo eleitoral é essencial para legitimar os representantes escolhidos pela população. Ele também ressaltou que o dia da votação representa um exercício de liberdade e de escolha sobre o futuro do país.

O ministro afirmou ainda que a participação dos brasileiros nas urnas contribui para a busca de soluções para questões importantes, como saúde, educação, infraestrutura e segurança pública.

Fachin destaca atuação da Justiça Eleitoral

Na reta final da campanha eleitoral, Fachin já havia manifestado apoio ao trabalho da Justiça Eleitoral. Em uma declaração divulgada em 1º de outubro, o ministro ressaltou o empenho do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para garantir a segurança do processo de votação.

Na ocasião, ele classificou a democracia como um patrimônio coletivo e defendeu a preservação das liberdades democráticas.

As declarações foram feitas em um momento de divergências públicas entre ministros do STF e integrantes da cúpula do TSE. O principal ponto de tensão envolve a possibilidade de o Supremo revisar decisões tomadas pela Justiça Eleitoral.

Divergência entre ministros marcou a reta final da campanha

O embate ganhou visibilidade após decisões conflitantes sobre publicações que relacionavam o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, e seus familiares a uma suposta intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

Inicialmente, o ministro André Mendonça determinou a retirada de conteúdos relacionados ao tema. Na sequência, Flávio Dino derrubou a medida, e Luiz Fux retomou a decisão anterior. Posteriormente, o TSE decidiu manter fora do ar as publicações que vinculavam diretamente Flávio Bolsonaro à informação falsa.

As divergências evidenciaram diferenças de entendimento entre integrantes das Cortes sobre a atuação da Justiça Eleitoral e os limites de revisão de suas decisões.


Eleições de 2026 mobilizam mais de 158 milhões de eleitores

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, 158.745.483 brasileiros estão aptos a votar nas eleições de 2026, um aumento de aproximadamente 2,2 milhões de eleitores em relação ao pleito anterior.

Neste domingo, os eleitores escolhem representantes para seis cargos: deputado federal, deputado estadual ou distrital, dois senadores, governador e presidente da República.

Caso nenhum candidato à Presidência ou ao governo estadual alcance a maioria dos votos válidos necessária para vencer no primeiro turno, a disputa será definida em segundo turno, marcado para 25 de outubro .

A votação é considerada uma das principais etapas do processo democrático, no qual a população escolhe seus representantes e define os rumos políticos do país para os próximos anos.