Onda de calor traz perigo extremo e marca recordes em 4 estados

Há alerta vermelho do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para áreas de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Goiás

Alerta Vermelho Inmet
Foto: Reprodução/INMET
Alerta Vermelho Inmet

Ao menos quatro estados seguem em alerta vermelho de perigo extremo  para onda de calor. O aviso é do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e é válido para toda esta terça-feira (29).

De acordo com o Inmet, o alerta indica que a temperatura vai estar 5 ºC acima da média por um período maior do que 5 dias. 

Além disso, há risco à saúde. O alerta abrange áreas de Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Veja as regiões afetadas:

  • Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba;
  • Central Mineira;
  • Zona da Mata;
  • Vale do Rio Doce;
  • Presidente Prudente;
  • São José do Rio Preto, Campinas;
  • Sul Goiano;
  • Oeste de Minas;
  • Sul/Sudoeste de Minas;
  • Campo das Vertentes;
  • Ribeirão Preto;
  • Araçatuba;
  • Região Metropolitana de Belo Horizonte;
  • Araraquara;
  • Jequitinhonha;
  • Leste de Mato Grosso do Sul; Piracicaba;
  • Bauru;
  • Norte de Minas;
  • Noroeste de Minas;
  • Leste Goiano;
  • Vale do Mucuri.

O Inmet também orienta que, em caso de emergência, é importante acionar a Defesa Civil ou o Corpo de Bombeiros.

O aviso segue até o final desta quarta-feira (30). 

Onda de Calor

A Organização Mundial Meteorológica (OMM) define as  ondas de calor como períodos em que as temperaturas máximas ficam, no mínimo, 5°C a 7°C acima da média por, pelo menos, cinco dias consecutivos.

O órgão também afirma que a intensidade das ondas de calor varia. Em níveis mais baixos, grande parte da população consegue suportar os efeitos do calor, mas, conforme ele se torna mais intenso, grupos vulneráveis e pessoas com doenças pré-existentes precisam ser alertados para adotar medidas de proteção.

Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), um estudo sobre as mudanças climáticas no Brasil revelou que o número de dias com  ondas de calor aumentou oito vezes nos últimos 60 anos.

Entre 1961 e 1990, registravam-se em média 7 dias de ondas de calor, enquanto, no período de 2011 a 2020, esse número subiu para 52 dias.

Dados inéditos apresentados no estudo da Fiocruz, em parceria com a Universidade Federal da Bahia (UFBA), encontraram relação entre mortes e ondas de calor no Brasil nos últimos 20 anos.

A pesquisa contou com apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O estudo descreve um padrão entre a exposição às ondas de calor e os efeitos que isso causa na saúde dos brasileiros.

Os cientistas explicam que o estresse térmico causado pelas  ondas de calor sobrecarrega funções cardiorrespiratórias, o que agrava uma série de quadros clínicos, como:

  • doenças respiratórias pré-existentes;
  • desidratação e trato urinário;
  • disfunção renal;
  • hipovolemia (redução do volume total de sangue e líquidos no corpo);

Com isso, foi identificado um aumento no risco de internação por doenças respiratórias (como pneumonia) e geniturinárias (como insuficiência renal) em quase todas as regiões do Brasil.

Perigo extremo para onda de calor segue em quatro estados
Foto: James Day/Unsplash
Perigo extremo para onda de calor segue em quatro estados