O poder eleitoral de Tarcísio de Freitas

Favorito, governador tenta ampliar influência sobre outras disputas e mira vitória no primeiro turno

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos)
Foto: João Valério/Governo do Estado SP
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos)


Na reta final da eleição em São Paulo, o tamanho da força eleitoral de Tarcísio de Freitas começa a ser medido não apenas pela própria candidatura à reeleição, mas pela capacidade de transferir votos para aliados.

As pesquisas colocam Tarcísio na liderança da disputa pelo Palácio dos Bandeirantes e indicam a possibilidade de vitória no primeiro turno . É nesse cenário que o governador tenta ampliar sua influência sobre outras disputas.

No Senado, sua chapa reúne Guilherme Derrite e André do Prado . Os dois aparecem no grupo de candidatos que disputam as primeiras posições nas pesquisas, embora a corrida permaneça apertada.

Mas existe outro teste menos visível do poder eleitoral de Tarcísio: a eleição para a Câmara dos Deputados .

Dois ex-secretários de seu governo estão entre os nomes do Republicanos que chegam à reta final tentando converter a passagem pelo Palácio dos Bandeirantes em votos.

Guilherme Piai, ex-secretário de Agricultura e Abastecimento, construiu sua candidatura com presença especialmente no Oeste Paulista e aproximação com setores do agronegócio .

Roberto de Lucena, que comandou a Secretaria de Turismo e Viagens, trabalha sobre bases diferentes. Tem presença no eleitorado evangélico, atuação no Alto Tietê e apoio de lideranças de municípios turísticos e de representantes ligados ao setor de turismo.

A lista ainda reúne dois deputados estaduais que decidiram disputar uma cadeira em Brasília: Altair Moraes e Tomé Abduch . Ambos concorrem oficialmente pelo Republicanos, numa chapa que possui 52 candidatos registrados em São Paulo.

Nos cálculos que circulam entre analistas e integrantes do meio político, o Republicanos trabalha com a possibilidade de conquistar entre seis e sete cadeiras de deputado federal no Estado. É uma projeção, portanto sujeita ao desempenho individual dos candidatos e, principalmente, à votação total obtida pela legenda.

É justamente aí que a eleição ganha outra dimensão para Tarcísio.

Uma vitória para governador representa a manutenção do comando do maior Estado do país. A eleição de aliados para o Senado e de nomes ligados diretamente ao seu governo para a Câmara, por outro lado, permitiria medir algo diferente: até onde chega a capacidade de Tarcísio de transformar sua própria votação em força para o grupo político que construiu ao seu redor.

O resultado das urnas mostrará o tamanho dessa transferência.