
A descoberta de mais de 1 milhão de fotos e vídeos dentro de uma residência na Filadélfia, nos Estados Unidos, levou a polícia local a investigar o passado do ex-diretor de filmes adultos Raymond "R.C." Horsch. Morto em 2025, aos 82 anos, o homem passou a ser tratado como principal suspeito da morte e desaparecimento de sete mulheres que aparecem no material audiovisual.

A investigação já conseguiu relacionar sete desaparecidas à propriedade do ex-cineasta. Dentre estas, cinco mulheres são consideradas mortas com base nas imagens analisadas até agora, embora nenhum corpo tenha sido recuperado. Raymond nunca foi denunciado criminalmente por nenhum dos desaparecimentos enquanto estava vivo.
O material inclui registros de diversas desaparecidas, incluindo Gabrielle Amarando, Maribel Fresses e Nicole Fusaro. Gabrielle desapareceu em 2012, enquanto Maribel e Nicole sumiram em 2018. A polícia também investiga o desaparecimento de Amy McHale, ex-esposa de Raymond, que não é vista desde 2016.
A cuidadora de idosos Blair Tonzelli também está entre as possíveis vítimas de Horsch. Ademais, outros dois vídeos mostram mulheres que aparentam estar mortas. Uma das vítimas foi identificada, mas a família pediu que seu nome não fosse divulgado. A outra pessoa, que aparenta ter pouco mais de 20 anos, ainda não foi reconhecida.
No caso de Nicole Fusaro, a polícia acredita ter encontrado uma gravação do próprio assassinato. No vídeo, Raymond aparece estrangulando a mulher até a morte com uma abraçadeira plástica. Apesar dos avanços na investigação, o conteúdo precisa ser analisado com cautela, já que Horsch passou décadas produzindo material erótico e cenas violentas encenadas.
Questionadas, duas mulheres que trabalharam com o ex-diretor afirmaram à emissora de televisão NBC10 que sessões fotográficas podiam envolver sangue falso, algemas e representações de morte, mas ressaltaram que não se sentiram ameaçadas durante as filmagens.
Caso começou após prisão do filho de Raymond Horsch
A chamada "casa dos horrores" onde o material foi encontrado só entrou no centro da investigação depois da prisão de Eugene Horsch, filho do ex-diretor. Um guarda abordou o homem de 44 anos em 19 de junho deste ano e percebeu que sua passageira carregava um documento falso, com o nome de Blair Tonzelli.
Eugene também portava duas armas, drogas e uma identificação falsa de agente do Federal Bureau of Investigation (FBI). Com o filho de Raymond Horsch detido, a polícia cumpriu mandados na residência da West Chew Avenue, encontrando armas, drogas, cinco urnas funerárias e uma grande quantidade de equipamentos eletrônicos.
No porão havia recipientes com produtos ainda não identificados e um tambor de 55 galões ligado a uma tubulação, levantando suspeitas de que o local pode ter sido usado para descartar restos mortais. Segundo o Departamento de Polícia da Filadélfia, parte dos líquidos foi encaminhada para testes laboratoriais.
Mesmo com as buscas no interior da casa, no quintal e no encanamento, nenhum resto mortal relacionado às mulheres foi encontrado. Ao todo, os agentes da lei identificaram 58 pessoas nas imagens e vídeos recuperados.
O caso segue sob investigação, enquanto Eugene continua sob custódia por acusações envolvendo armas e drogas. A defesa do filho de Raymond Horsch defende que ele não foi responsável por nenhuma das mortes ou desaparecimentos ligados ao pai.