
Isabelle Caracristi, de 22 anos, morreu enquanto estava no condomínio onde morava com o namorado no bairro Aldeota, Fortaleza, na noite do último domingo (13). A mãe da vítima, Isorlanda Caracristi, publicou vídeo cobrando explicações e justiça nesta sexta (18), quando o caso repercutiu.
De acordo com Isorlanda, a família só soube da morte na segunda (14), quando foi ao local tentar falar com o namorado e soube da notícia por meio da síndica. A mãe alega que ninguém da família do homem tentou contato com ela sobre o acontecido. Familiares moravam com ele e Isabelle.
Isorlanda diz que a última vez que viu a filha foi na tarde daquele domingo (13). Ela estava passando o final de semana na casa da mãe, mas foi convidada para uma missa com a família do namorado. Isabelle parou de responder mensagens na mesma noite.
No relato, a mãe e professora universitária questiona por que a família não a avisou e por que não sabe o que aconteceu até hoje.
Por nota, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS-CE) afirma que a morte ocorreu por volta das 20h40 daquele domingo (13), quando uma equipe de perícia foi acionada relacionada à estudante.
O procedimento constatou lesões, mas a dinâmica da morte só será concluída após a finalização dos trabalhos. A identidade do homem não foi divulgada.
A secretaria também informou que exames toxicológicos resultaram negativo e que pericias complementares seguem em andamento.
A investigação está sendo conduzida pela 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital. Até este domingo (20), a polícia já ouviu quatro pessoas, enquanto outros quatro depoimentos estão agendados. Além disso, imagens de câmeras de segurança estão sendo analisadas.
O iG procurou a PCCE sobre o caso, mas não obteve retorno até última atualização da reportagem. O espaço segue aberto.
Em desabafo, mãe diz que namoro “escalou rápido”
Segundo a mãe, Isabelle sonhava em ser advogada criminalista. Em julho, ela conseguiu uma vaga em um grande escritório de advocacia e, rapidamente, se aproximou do chefe, por conta do desempenho no trabalho.
Isabelle, de 22 anos, estava no segundo semestre de direito. A mãe conta que em menos de dez dias a filha assumiu um relacionamento com o homem, de 33 anos, que seria sócio do escritório.
Nos próximos dois meses, começou a passar mais tempo no condomínio do namorado, até se mudar para lá.
Isorlanda afirma que observou comportamentos estranhos do namorado, que enviava um volume muito grande de mensagens pelo celular. Ela considerou aquela forma de manter contato como controladora.
As últimas mensagens que Isorlanda recebeu da filha foram um pedido para cuidar da comida na air fryer e um “Mãe, eu te amo”.
Ausência de respostas e bloqueios nas redes sociais
Ainda no relato, Isorlanda conta que, na manhã seguinte, angustiada, tentou contato com o namorado, que não retornou. Ela insistiu algumas vezes até notar que estaria bloqueada.
Isorlanda diz que decidiu, desesperada, ir até o condomínio onde a filha, o namorado e familiares moravam. Ela afirma que os funcionários a recepcionaram de forma hesitante, até ser levada para a sala da síndica, onde finalmente foi informada sobre a morte da filha.