Chuva ganha força e atinge regiões do Brasil nos próximos dias

Previsão aponta acumulados elevados em áreas do Sul e de São Paulo, enquanto instabilidades também avançam por outras partes do país

Chuvas fortes em São Paulo
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Chuvas fortes em São Paulo

O Brasil deve ter uma sequência de dias mais úmidos e chuvosos em boa parte do território. A previsão para os próximos dez dias indica chuvas mais generalizadas do que o habitual para esta época do ano , com os maiores acumulados concentrados principalmente no Sul e em áreas do Sudeste.

A análise é da MetSul Meteorologia, com base na projeção do modelo do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF). O cenário aponta mudanças importantes no padrão de precipitação entre o fim desta semana e os próximos dias.

Entre as áreas que mais chamam atenção estão o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Em alguns pontos, os volumes podem superar 100 milímetros no intervalo analisado.

Sul concentra os maiores volumes

A Região Sul deve ser a área de maior atenção no mapa de chuva. Os três estados têm previsão de precipitação, mas os maiores acumulados são esperados principalmente entre a metade norte do Rio Grande do Sul e o Paraná.

Segundo a MetSul, diversos municípios dessa faixa podem registrar volumes superiores a 100 mm entre o final desta semana e o começo da próxima.

O cenário não termina aí. Um novo episódio de chuva é projetado para atingir o Sul novamente no final da próxima semana, mantendo a região sob influência de instabilidades.

São Paulo entra na faixa mais chuvosa

No Sudeste, a chuva também deve aparecer em grande parte da região. Os maiores volumes previstos ficam concentrados em São Paulo, no Sul de Minas Gerais e no Rio de Janeiro.

A próxima semana deve ser o período de maior instabilidade, com previsão de vários dias de chuva nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Para São Paulo, o cenário merece atenção principalmente pela possibilidade de episódios de chuva mais frequentes, que podem provocar transtornos pontuais em áreas urbanas.

Centro-Oeste terá chuva mesmo durante a seca

A previsão chama atenção também para o Centro-Oeste. Mesmo com a região atravessando o auge da estação seca, a tendência é de ocorrência de precipitação em boa parte dos estados.

A chuva, entretanto, deve ocorrer de maneira irregular e mal distribuída, atingindo muitas localidades.

O Distrito Federal também aparece no mapa de instabilidade. A presença de chuva na região chama atenção porque, nesta época do ano, os registros costumam ser escassos ou até inexistentes em muitas áreas.

Norte terá chuva fora do período mais úmido

No Norte, a situação é diferente. A região está no chamado verão amazônico, período de menor ocorrência de chuva, enquanto o inverno amazônico, mais chuvoso, costuma ocorrer de dezembro até meados de maio.

Ainda assim, a previsão indica precipitação em grande parte da Região Norte nos próximos dez dias, inclusive em áreas que normalmente apresentam tempo mais seco neste período, como Tocantins.

Os maiores volumes devem aparecer em Roraima, Amazonas, Acre e Rondônia, embora a previsão não indique acumulados expressivos nesses estados.

Nordeste terá chuva mais irregular

No Nordeste, a chuva deve ocorrer de forma mais localizada. A previsão aponta baixos volumes na maior parte do interior, enquanto a faixa litorânea concentra as principais áreas de instabilidade.

No Agreste, a precipitação deve ser mais isolada, mas ainda assim representa uma mudança em relação ao padrão que vinha sendo observado.

A distribuição da chuva, portanto, será bastante desigual entre as áreas do Nordeste.

O que esperar nos próximos dez dias

De maneira geral, o mapa de previsão mostra um Brasil com mais áreas sujeitas à chuva do que normalmente ocorre nesta época do ano.

O cenário de maior atenção fica concentrado no Centro-Sul, especialmente no Sul do país e em São Paulo. No Sul, alguns municípios podem ultrapassar 100 mm de chuva, enquanto São Paulo, Rio de Janeiro e o Sul de Minas devem ter períodos de maior instabilidade na próxima semana.