Um balde com fezes humanas, uma acusação de traição e duas versões diferentes para a mesma briga aparecem no relatório de prisão de Yirsi Esperanza Machado Rivera, de 50 anos. A moradora de Miami-Dade, condado da Flórida, nos Estados Unidos, foi detida depois que uma vizinha afirmou ter sido empurrada e atingida pelos excrementos do recipiente durante uma discussão.
As duas moradoras da comunidade de casas móveis Royal Country Mobile Homes vivem em partes separadas de um mesmo trailer . Na noite da última segunda-feira (7), por volta das 18h15, Yirsi teria ido até o lado ocupado pela vizinha e batido repetidamente na porta. Quando a mulher abriu, Yirsi a acusou de manter um relacionamento sexual com seu marido.
O relatório do Gabinete do Xerife de Miami-Dade aponta que a suspeita entrou na residência sem autorização e começou a empurrar a moradora. Antes de sair, Yirsi ainda teria despejado sobre a vítima um balde contendo fezes humanas. Uma testemunha também aparece no documento, afirmando que Yirsi teria dito anteriormente que havia defecado em um balde para jogar o conteúdo no rosto da vizinha.
Suspeita contou versões conflitantes à polícia
Quando falou com os investigadores, Yirsi negou tanto a invasão quanto o ataque à vizinha. A mulher de 50 anos alegou que estava apenas tentando jogar fora o balde que vinha usando, já que o vaso sanitário de sua casa estava quebrado.
A suspeita também mudou a explicação para o início da discussão. Em vez da acusação de infidelidade registrada pelos policiais, Yirsi afirmou que ela e a vizinha haviam brigado por causa do mau cheiro provocado pelo recipiente. A criminosa ainda acrescentou que foi atingida na cabeça pela outra mulher com um taco de beisebol, sofrendo um corte.
Apesar de a suposta traição conjugal aparecer como possível motivo no relatório policial, nenhuma das fontes apresenta provas de que a vizinha realmente tivesse um relacionamento com o marido de Yirsi. Desse modo, Yirsi foi acusada criminalmente por invasão de residência ocupada e agressão.
Na audiência de fiança realizada na última terça-feira (8), a juíza estadual Mindy Glazer chamou atenção para as circunstâncias pouco comuns da ocorrência ao recapitular a acusação em voz alta. A magistrada decidiu manter Yirsi presa sem possibilidade de fiança.
Por fim, a jurista ainda determinou que Yirsi não se aproximasse da vítima e indicou um advogado público para defendê-la. A criminosa foi encaminhada ao centro de detenção Turner Guilford Knight Correctional Center.