Caso de 1977 é resolvido após identificação do corpo de jovem

Um teste de DNA revelou que os restos encontrados eram da adolescente Cindy Blizzard, de 15 anos; a morte da garota ainda é investigada como homicídio

Cindy Marcell Blizzard
Foto: Divulgação/North Carolina State Bureau of Investigation
Cindy Marcell Blizzard

Restos mortais encontrados há quase 49 anos em uma área de mata na Carolina do Norte, nos  Estados Unidos, foram identificados como pertencentes a adolescente Cindy Marcell Blizzard. A jovem tinha 15 anos quando fugiu de casa em Monkton, no estado de Maryland, na primavera de 1977. Os ossos e peças de roupa da garota foram encontrados no fim daquele ano, na cidade de Wilson, mas a causa e a maneira da morte não puderam ser determinadas devido à tecnologia da época.

Teste genético identificou a vítima
Foto: Reprodução/Unsplash
Teste genético identificou a vítima


Naquele tempo, o  legista estimou que se tratava de uma mulher branca entre 16 e 23 anos e que os restos estavam no local há pelo menos seis meses, podendo chegar a dois anos. As condições em que o corpo foi localizado, no entanto, levantaram suspeitas de crime, com a investigação virando um caso de homicídio. Ademais, alguns registros odontológicos ainda foram comparados com os dentes de pessoas desaparecidas ao longo dos anos, mas não obtiveram resultado compatível.

Durante anos, os investigadores compararam registros odontológicos com casos de pessoas desaparecidas, mas não encontraram nenhuma correspondência.
North Carolina State Bureau of Investigation (SBI)





Foto: Reprodução/Unsplash
Teste genético identificou a vítima


Em 2010, porém, um antropólogo estadual reabriu o processo e encaminhou os dentes da vítima  para testes de DNA. O perfil obtido entrou no CODIS, o banco nacional de informações genéticas dos Estados Unidos, e no NamUs, sistema de desaparecidos e pessoas não identificadas. Apesar da grande rede de dados cromossômicos, não foi constatada nenhuma correspondência.

As ferramentas forenses disponíveis na época não eram suficientes, e o caso acabou arquivado.
North Carolina State Bureau of Investigation (SBI)


Nova análise do DNA começou em 2024

Foto: Divulgação/North Carolina State Bureau of Investigation
Sede do North Carolina State Bureau of Investigation


Em 2024, Andy Murr, integrante da equipe de casos arquivados do State Bureau of Investigation (SBI), decidiu que o material poderia passar por técnicas de  DNA mais recentes. Posteriormente, uma amostra óssea foi encaminhada à Othram, um laboratório forense localizado no estado americano do Texas.

Em conjunto com o gabinete do médico-legista, Murr concluiu que o caso se qualificava para testes avançados de DNA. Desta vez, com ferramentas forenses que não existiam em 1977.
North Carolina State Bureau of Investigation (SBI)




A partir das novas tecnologias, os especialistas conseguiram extrair material genético e construir o chamado perfil SNP, um método que examina centenas de milhares de marcadores e permite procurar parentes biológicos por genealogia genética. A pesquisa indicou possíveis familiares, levando amostras de referência para comparação com o  DNA retirado dos ossos.

Foto: Reprodução/Unsplash
Teste genético identificou a vítima


Após um longo processo, a identidade de  Cindy Marcell Blizzard foi confirmada. A descoberta encerra a dúvida sobre quem era a vítima, mas não esclarece como ela morreu nem como percorreu a longa distância entre Maryland e a Carolina do Norte. A polícia local continua investigando o caso como homicídio e procura por pessoas que conheceram Cindy ou tenham informações sobre seus últimos meses de vida.

A morte dela permanece sem solução. Os investigadores ainda procuram respostas.
North Carolina State Bureau of Investigation (SBI)