
A incidência e avanço das oscilações contínuas do fenômeno climático Super El Niño no Brasil coloca em alerta o sistema elétrico nacional em estado de prevenção. Ante a diminuição das chuvas, impacta diretamente nos principais reservatórios do Brasil.
Por isso, segundo avaliação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), será necessário ativar as usinas termelétricas a partir de setembro. A medida busca garantir o fornecimento contínuo de energia e prevenir a falta de abastecimento nos períodos de maior consumo . Porém, essa fonte de energia é mais cara e pode custar no fim do mês na conta de luz.
O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), por meio de análise do cenário hidroenergético, aponta que as regiões Centro-Oeste, Norte e Sudeste estão sendo acompanhadas com maior rigor. Isso porque nesses locais há uma queda no nível dos rios nesse período.
Justamente são esses rios que abastecem as hidrelétricas e que devido o quadro, tem sua capacidade hídrica reduzida. Atualmente, ao sistema deste tipo de recurso detém maior fatia da produção de eletricidade que é consumida no Brasil .
Consequências do fenômeno nas usinas
Simultaneamente, dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicam uma probabilidade alta que o El Niño se intensifique, oq ue favorece aumento de temperaturas , batendo marcas acima da média e períodos severos sem chuva em diversas áreas das bacias hidrográficas.
Ativação das usinas térmicas vs. aumento do preço da energia
Diante o quadro desfavorável, o uso de usinas térmicas surge alternativa principal para economizar as água das represas até a volta das chuvas. O sistema é diferente da modelo hídrico em que a geração de energia acontece por meio da queima de combustíveis como diesel, carvão ou gás natural.
O método opera continuamente independentemente do clima. Só que esse tipo de atividade tem custo elevado e impacto no meio ambiente , devido a alta emissão de gases poluentes, refletindo diretamente no preço da energia que se eleva e é repassado por meio das tarifas aos consumidores.

As previsões oficiais do ONS para o Sistema Interligado Nacional (SIN) aponta uma variação entre 80% e 111% nas vazões de água da média histórica dos próximos meses de 2026. O órgão segue monitorando as condições do clima em paralelo à necessidade da população para estabelecer o volume exato de energia térmica que deve ser produzido.