
O surto de Ebola na República Democrática do Congo vem crescendo cada vez mais. Até o momento, mais de 2,5 mil pessoas já morreram contaminadas pela doença. Por conta da epidemia, o Papa Leão XIV pediu orações para o país.
O pedido foi feito aos fiéis neste domingo (23), ao final da oração mariana do Angelus, realizada na Praça São Pedro, no Vaticano.
Além disso, o Pontífice pediu também uma resposta internacional para um trabalho de prevenção que possa salvar vidas na República Democrática do Congo.
Esta epidemia na RDC é a mais letal da história do país e é o segundo maior surto de Ebola já registrado na história.
O que se sabe sobre o vírus
De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, 2.516 pessoas já morreram contaminadas pela doença. A informação foi divulgada no último dia 20 de agosto.
Além disso, o CDC alerta que a doença está avançando de "forma exponencial" e que este surto se espalha de forma mais rápida do que as outras epidemias do vírus já registradas anteriormente.
Segundo os especialistas, desta vez, o responsável pela contaminação é o vírus Bundibugyo, para o qual não há vacinas ou tratamentos específicos.
Este é o 17º surto de Ebola já registrado na República Democrática do Congo. Porém, esta epidemia ultrapassou mil casos confirmados em cerca de 40 dias após o início da resposta.
Em comparação com um surto de Ebola de 2018, a doença levou aproximadamente 235 dias para atingir mais de mil casos.
O surto atinge o nordeste da República Democrática do Congo e Kampala, capital de Uganda, país vizinho da RDC.
Em Uganda, não há relatos de transmissão comunitária e o último caso relatado no país, confirmado no dia 21 de junho, em um episódio que estava relacionado a uma viagem à República Democrática do Congo.
Ao todo, Uganda registrou, até o momento, 20 casos da doença. Desse número, duas pessoas morreram.
