
O motorista do caminhão que derrubou a passarela e matou duas pessoas na Fernão Dias (BR-381) vai passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (19). Ele foi preso em flagrante logo após o acidente.
O homem está detido e foi encaminhado para a cadeia pública de Piracaia.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), o caso foi registrado como homicídio culposo e lesão corporal culposa na direção de veículo automotor.
A expectativa é de que a audiência seja realizada até o final da manhã desta quarta-feira (19).
De acordo com a Polícia Civil, o motorista transportava uma carga com dimensões acima dos limites. Ele ainda fez teste do bafômetro, que deu resultado negativo para ingestão de álcool.
A apuração inicial também aponta que a colisão com a sustentação da passarela aconteceu durante uma ultrapassagem.
Além de dois mortos, o acidente também deixou uma outra pessoa ferida . Ela foi levada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para um hospital da região.
O acidente
Uma passarela caiu após um caminhão bater na estrutura na Rodovia Fernão Dias (BR-381), na altura do município de Vargem, no interior de São Paulo, durante a manhã desta terça-feira (18). Duas pessoas morreram e já foram identificadas.
De acordo com as informações preliminares, o acidente foi registrado na altura do quilômetro 4, na pista sentido São Paulo, por volta das 10h.
A pista nos dois sentidos foi bloqueada. De acordo com a concessionária que administra a rodovia, a Motiva Minas_SP a via no sentido São Paulo foi totalmente liberada às 19h54.
Por volta das 23h, o tráfego fluía com 12 quilômetros de lentidão.
Já a pista sentido Belo Horizonte foi totalmente liberada às 22h34, com o tráfego fluindo com 23 quilômetros de lentidão.
Liberação da Via
A Fernão Dias foi liberada por volta das 23h, cerca de 13 horas após o acidente.
Segundo a Motiva Minas_SP, responsável pela Fernão Dias, não era possível simplesmente içar as peças e liberar a rodovia. Antes disso, foi necessário isolar totalmente a área, avaliar a estabilidade da estrutura remanescente e garantir que o trabalho das equipes de emergência tivesse sido concluído.
A energia elétrica também precisou ser desligada. Técnicos definiram os pontos pelos quais cada parte da passarela seria içada e prepararam o posicionamento dos guindastes.
A operação começou depois que equipes verificaram as condições da parte da passarela que permaneceu de pé. Cinco guindastes, dois guinchos e profissionais das áreas operacional, de pavimento e de engenharia elétrica foram mobilizados para retirar as vigas.