
Capturas de tela exibem mensagens que José Gustavo Rabelo, de 21 anos, enviou a familiares da namorada Joviana Evelyn Iankovski, 19, se passando por ela a partir da madrugada de sexta-feira (07), dia em que confessou ter dado mata-leão na vítima.
Ele teria enviado as mensagens tanto do próprio celular quanto pelo celular dela, com justificativas para o sumiço e o não retorno para casa desde a quinta-feira (06).
O crime aconteceu em Sangão, no sul de Santa Catarina, durante a madrugada de quinta (06) para sexta-feira (07). Segundo informações da Polícia Civil (PCSC), após uma briga motivada por trocas de mensagens com outras mulheres, Joviana quis ir embora da casa de José, que a impediu e aplicou o estrangulamento.Joviana foi encontrada morta trancada no quarto do suspeito quatro dias depois, na segunda-feira (11). Durante o período, mensagens se passando por ela foram enviadas pelo namorado.A suspeita da mãe começou com o tom incomum dos textos, mas aumentou na segunda-feira (11), quando a filha não voltou para casa mesmo tendo que trabalhar, com alegação de que iria ir direto da casa do namorado.Com isso, a mãe e a irmã da vítima avisaram a José que, caso Joviana não atendesse, iriam acionar a polícia. A Polícia Militar (PMSC) foi até a casa do suspeito, no bairro Santa Apolônia e encontrou o corpo da jovem.Segundo o delegado da Polícia Civil, Murilo Silveira da Cunha, José Gustavo confessou ter enviado mensagens durante interrogatório na segunda-feira (11). Ele está preso preventivamente desde então.- Entenda mais: namorado manteve corpo por quatro dias no quarto
Histórias sobre bateria, bebida e atestado
Conforme as imagens, José chamou a mãe de Joviana do próprio celular por volta das 03h de sexta (07), já se passando por ela. Nos textos, justificativas sobre não ter voltado para casa e sobre ter que faltar o trabalho por conta da bebida.
A mensagem também informava que a bateria tinha acabado, por isso estava falando do celular do homem. Há a suspeita de que Joviana tenha sido morta já nesta mesma madrugada.
As conversas continuam justificando que passaria o resto do final de semana na casa do namorado e que assim que conseguisse um carregador iria responder pelo telefone pessoal, no WhatsApp.
Já no sábado (08), as mensagens pelo aplicativo e telefone pessoal da vítima mantiveram o tom de justificativa. “Não deu nada mãe”, respondeu, após pergunta sobre não querer mais voltar para casa.
As conversas continuaram até estabelecer um combinado: Joviana iria passar em casa bem cedo na segunda (11), antes do trabalho.
Veja os prints abaixo:
Quando Joviana não apareceu em casa para buscar os materiais que precisava para trabalhar, a mãe iniciou tentativas de ligação, não respondidas, por volta das 05h da manhã. Duas horas mais tarde, a irmã da vítima enviou a José que, caso Joviana não aparecesse, iriam acionar a polícia.
De acordo com o delegado da Polícia Civil, Murilo Silveira da Cunha, familiares sabiam que o relacionamento era conturbado. Em depoimento, José afirmou que não comunicou sobre a morte de Joviana até a segunda-feira (11), quando tudo foi sendo descoberto.
O iG tenta localizar a defesa do investigado, mas não conseguiu até a última atualização. O espaço segue aberto.

