Reivindicações sobre a infraestrutura do Campus e sobre acordo de greve de 2024 também fizeram parte do ato
Reprodução: Instagram/Assufrgs
Reivindicações sobre a infraestrutura do Campus e sobre acordo de greve de 2024 também fizeram parte do ato

Um protesto mobilizado por servidores, estudantes e trabalhadores dos Correios junto da ASSUFRGS (Sindicato dos Técnico-Administrativos da UFRGS, UFCSPA e IFRS) fechou a entrada do Campus do Vale da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) na manhã desta quarta-feira (20).

A greve foi motivada especialmente contra o fechamento da agência de Correios que fica dentro do Campus, previsto para o dia 31 de maio. Ainda, a mobilização criticou as condições da infraestrutura, além de ampliação de políticas públicas de permanência estudantil.

Conforme a organização do ato, estudantes denunciam problemas estruturais que se agravam em dias de chuva, como infiltrações, precariedade de salas de aula e dificuldade de transitar entre os diferentes prédios e espaços da universidade.

Os portões de entrada foram trancados e faixas com dizeres de protesto e reivindicações pelas melhorias exibidas no local.

Em resposta aos atos, a UFRGS suspendeu as atividades acadêmicas no Campus do Vale durante a manhã. Segundo a UFRGS, os acessos foram liberados unicamente em casos específicos, como o acesso ao Colégio de Aplicação.

Atualmente, a entrada está liberada. As atividades acadêmicas devem ser retomadas gradualmente ao longo da tarde.


Greve técnico-administrativa já dura 85 dias

A ação faz parte de uma mobilização de 85 dias da ASSUFRGS sobre acordo não cumprido por parte do Governo Federal após mobilizações de 2024. Segundo o sindicato, o governo cumpriu apenas parcela remuneratória do que fora acordado, com 18 pontos ainda não atendidos.

O iG entrou em contato com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) sobre as reivindicações do ato, o qual manifestou que atendeu boa parte das demandas do setor técnico-administrativo das instituições federais de ensino público, como: jornada de 30 horas semanais (6 horas ininterruptas) para atividades de atendimento ao público externo, que inclui alunos e população em geral; plantão de 12 horas por 60 horas para servidores dos hospitais universitários e vigilantes.

Ainda, a pasta relata que o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) está em fase de regulamentação para ser aprovado.

Leia a nota na íntegra:

"As negociações com as entidades representativas dos Técnicos-Administrativos em Educação (TAEs) das instituições federais de ensino superior públicas duraram vários meses e resultaram na assinatura do Termo de Acordo (TA) n° 11/2024, em 27 de junho de 2024. O termo foi assinado pelo governo, Fasubra e Sinasefe e previu a reestruturação de carreira e reajuste salarial para 2025 e 2026.

O termo de acordo também previu a criação de um Grupo de Trabalho (GT), para estudar a viabilidade técnica e jurídica de demandas apresentadas pelas entidades. Esse GT fez mais de sete reuniões entre 2024 e 2025. O governo atendeu boa parte dessas demandas dos TAES na Lei 15.367/2026, sancionada em março deste ano, entre elas: o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), que agora está em fase de regulamentação para ser implementado; a jornada de 30 horas semanais (6 horas ininterruptas) para atividades de atendimento ao público externo, que inclui alunos e população em geral; e o plantão de 12 horas por 60 horas para servidores dos hospitais universitários e vigilantes.

Ao longo de todo esse processo o governo manteve e mantém diálogo permanente com representantes das categorias".

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