PT quer unidade de partidos de oposição em eleições da Câmara e do Senado

Legenda ainda não definiu se terá candidatos próprios ou apoiará nomes de outras legendas

Câmara dos Deputados terá novo presidente a partir de fevereiro
Foto: Agência Câmara/Divulgação
Câmara dos Deputados terá novo presidente a partir de fevereiro

SÃO PAULO. O PT decidiu, em reunião realizada nesta sexta-feira por sua executiva com deputados e senadores do partido, que tentará construir uma unidade com as outras seis legendas de oposição (PDT, PCdoB, PSB, Rede, PV e PSOL) para as eleições das presidências da Câmara e do Senado.

A sigla ainda não definiu se terá candidatos próprios ou apoiará algum dos nomes que já se colocaram na disputa. Os petistas querem condicionar uma eventual aliança a um compromisso com uma agenda mínima contra o que o partido considera retrocessos no campo dos direitos e da pauta econômica. Ou seja, aceitam apoiar um candidato que não seja radical na defesa da aprovação das reformas econômicas.

O partido também reivindica o cumprimento da proporcionalidade entre os partidos na ocupaçao dos espaços nas mesas diretoras, nas comissões das Casas e nas relatorias das matérias legislativas.

Na eleição da Câmara, o PT está dividido entre um grupo que quer uma candidatura de oposição para marcar posição e outro que defende uma aliança que permitiria ao partido voltar a ocupar postos na mesa diretora e em comissões.

Você viu?

— Vamos lutar até o fim para ter uma candidatura da oposição — afirma a deputada Natália Bonavides (PT-RN), que faz parte do grupo defensor de uma candidatura do campo de oposição.

Candidato do presidente Jair Bolsonaro, o deputado Arthur Lira (PP-AL) procurou petistas, entre eles o ex-ministro José Dirceu, para que a legenda apoie a sua eleição. Nas conversas, Lira se comprometeu com três temas: combate ao “lava-jatismo”, mudanças na Lei da Ficha Limpa e um projeto que permita nova forma de financiamento dos sindicatos.

O PT definiu, na reunião desta sexta-feira, que formará uma comissão com líderes das bancadas na Câmara e do Senado e com dirigentes para acompanhar as negociações de apoio para as eleições das Casas.