Vacinas
Rovena Rosa/Agência Brasil
Idosos serão prioridade nos atendimentos domiciliares

Numa das medidas já previstas para evitar mais aglomerações nos postos de saúde, a prefeitura do Rio vai liberar a retirada de vacinas , a partir de sexta-feira (27), por médicos e enfermeiros para fazer a imunização domiciliar contra a gripe ( Influenza e H1N1 ).

Os profissionais da saúde poderão levar de 10 a 50 doses e, prioritariamente, devem imunizar idosos acima de 60 anos e colegas de trabalho em clínicas e hospitais.

Para se ter uma ideia, apenas no primeiro dia foram aplicadas 220 mil doses ( 90% do estoque ). Em 2019, esse número só foi atingido após uma semana.

Diante da alta demanda na segunda-feira (23), primeiro dia da campanha, a vacinação domiciliar pode ser um desafogo aos centros de saúde e impedir a propagação do coronavírus.

É o que acredita a enfermeira e professora da UNIRIO, Inês Meneses, de 51 anos. Ela recebeu o formulário no grupo de whatsapp do hospital esta semana e prontamente se cadastrou. Agora aguarda o aviso de quando poderá retirar em um dos 27 postos cadastrados.

A prefeitura definiu retirada para sexta-feira (27), mas não informou a quantidade total de doses destinada aos profissionais.

Além do formulário com os dados dos profissionais, é necessário preencher uma lista com os nomes das pessoas imunizadas em até um dia. Todas receberão um cartão de vacinação.

"Estou me organizando para ver os idosos da minha rua. Em casa tenho: mãe, 86 anos; sogro, 87; sogra, 80; vizinha, 79; e vizinho, 76. Estou vendo outros. Mas eles são danados. Muitos foram cedo para fila no posto. Quando são independentes, é difícil ficar em casa", conta a enfermeira, que mora no bairro do Anil, em Jacarepaguá.

O ginecologista e obstetra Francisco Vargas, morador da Barra da Tijuca, considera a descentralização do serviço fundamental para manter os idosos em casa e garantir a imunização dos profissionais da saúde.

Ele vai levar o número máximo de doses possível para o condomínio dos pais, também na Barra. Há a previsão de distribuição de vacinas em condomínios também.

"Meus pais moram num condomínio com vários idosos e quero vacinar todos eles. Mas deveríamos ter a opção de pegar um número maior", disse o médico, alertando que, antes mesmo dos idosos, a campanha deveria ter começado pelos profissionais da saúde.

"Já deviam ter sido vacinados, pois estão na linha de frente no atendimento no meio de uma pandemia", afirmou.

Parte dos procedimentos vai ficar a cargo do agente de saúde , como o acondicionamento na temperatura correta e em local adequado das vacinas e o descarte dos materiais.

Já a prefeitura dá as seringas e agulhas e os comprovantes de vacinação. A recomendação é que a dose seja aplicada no mesmo dia da retirada.

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