Zeca encara desafio de alcançar Puccinelli

Petista precisa definir estratégia para chegar ao segundo turno da campanha pelo governo de MS

Celso Bejarano iG Campo Grande |

Apesar do forte apoio recebido da dupla Lula/Dilma, Zeca do PT ainda não definiu uma estratégia eficiente que reverta a posição difícil de sua candidatura nas pesquisas de intenção voto para o governo do Estado.

Enquanto não esboça uma reação mais convincente junto ao eleitorado, o petista amarga uma distancia abissal de quase 20 pontos para seu rival, o atual governador Andre Puccinelli (PMDB).

De acordo com a pesquisa mais recente do Ibope, Zeca surge com 33% das intenções de voto, bem atrás de Puccinelli, que marca 52%. A posição nas pesquisas, porém, contrasta com a qualidade de apoios.

Esta semana o petista contou com o apoio ostensivo em comícios do presidente Lula e da presidenciável Dilma Roussef.

Em contrapartida, Andre teve como aliada somente sua posição nas pesquisas, mantendo uma postura discreta em relação à candidatura presidencial do tucano José Serra.

A presença do presidente Lula e de Dilma poderá ser a cartada decisiva da campanha de Zeca, que enfrenta o maior índice de rejeição entre os eleitores. Ele é de 30%, contra apenas 17% do oponente peemedebista.

A reação do petista, por enquanto, se limita a priorizar declarações de apoio de Lula e Dilma no horário eleitoral, em que pedem voto para o ex-governador.

A postura mais agressiva na campanha, por ironia, não partiu de Zeca, mas do próprio presidente, durante sua curta passagem pelo MS.

Lula atacou Puccinelli por estar, segundo o presidente, omitindo o volume total de recursos federais destinados às obras no Estado.

Dos R$ 629 milhões aplicados no setor habitacional do Estado, nos últimos três anos, R$ R$ 461 milhões vieram dos cofres federais. Este montante foi utilizado na construção de 40 mil casas.

Os recursos estaduais para a habitação serviram para construir, em igual período, não mais do que 4 mil moradias.

Sobre o ataque de Lula, que o chamou de ingrato, Puccinelli procurou minimizar o episódio, classificando-o como “comportamento de palanque”

O PMDB de Mato Grosso do Sul só não fechou aliança com Dilma Roussef por inteiro por recomendação do governador André Puccinelli.

O prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad, por exemplo, apóia Dilma, mas só sobe no palanque de Puccinelli.

O governador disse que não é hoje parceiro de Dilma por temer que sua opção pudesse abrir brecha a uma terceira candidatura, no caso a do PSDB, sigla aliada sua.

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